3.11.09

Coisas interessantes sobre Berlim

* Uma coisa custa 1,99 e você dá 2, eles te devolvem 0,01 de troco.

* Você tem que apertar um botão pra abrir a porta do metrô. Se você fica lá parado a porta não abre e você dança.

* O metrô não tem catraca, nem nada pra barrar sua passagem. Você entra na boa e eles simplesmente assumem que você pagou a passagem. Tá, de vez em quando uns caras ficam conferindo se você está com a passagem, mas nessa vez não vimos ninguém. Já pensou esse esquema no Brasil?

* O alemão tem obsessão pela reciclagem de garrafas. Em todos os supermercados existem máquinas de reciclagem, que são espécies de máquina de Coca-Cola ao contrário, onde você coloca suas garrafas vazias (de cerveja, de água, do que for) e eles te reembolsam um dinheiro, algo entre 10 a 15 centavos por garrafa. Ou seja, todo alemão é um catador de garrafa. Genial.

* Você não precisa fazer ginástica em Berlim. Além de subir escadas de metrô todo o tempo, boa parte dos prédios não tem elevador. Tanto o nosso apartamento quanto o da Camilla eram no terceiro andar, mas com um pé direito alto que fazia equivaler ao quinto andar. Imagine a gente subindo e descendo 5 andares todos os dias com a Irene no carrinho. Tivemos que tomar muita cerveja pra compensar toda essa canseira...

Hannah nasceu

Pois quis o acaso que, faltando 5 dias para acabar nossa viagem, o real objetivo pra ela acontecer foi atingido: conhecemos a Hannah, filhinha da Camilla e do Dirk, e primeira priminha da nossa Irene.

Sim, a Hannah enrolou um monte pra sair. Não bastasse sair 10 dias depois de completar os 9 meses, ela ainda demorou 25 horas no hospital pra conhecer o mundo, mesmo depois da mamãe Camilla tomar várias doses de remédios para indução ao parto.

Mas lá está ela, Hannah, saudabilíssima com seus 3.6 kg e 53 cm. Agora podemos ir embora.

27.10.09

Nosso quarto


Nosso quarto
Upload feito originalmente por ireneribas

Berlim sem turismo

Nessa fase da viagem, não queremos fazer turismo, estamos aqui para esperar a Hannah nascer. Tanto que alugamos uma casa normal, e então temos que cozinhar, lavar roupa, louça, e tudo mais. Está tudo ótimo.

Olha como é uma manhã sem turismo.

8 horas:
Irene nos acorda.
Mamãe amamenta Irene.
George dorme mais um pouquinho.

9 horas:
George levanta e brinca com a Irene.
Carol dorme mais um pouquinho.
George lava a louça e olha a Irene.
Carol acorda.

10 horas:
Fazemos chá para a Irene. Em seguida, vaporização e cochilo.
George toma banho.
Carol põe roupa pra lavar.

12 horas:
Irene acorda.
Almoço da Irene.
Colocamor roupa de frio e saímos pra andar um pouco. Um pouco de turismo, ok, vai...

25.10.09

Viajar com bebê - novas impressões


Dá trabalho? Cansa?

Lógico que dá. Mas pensem com a gente: ficar com a Irene em São Paulo também dá trabalho e cansa. Então por que se podar? Aliás, viajar de casalzinho, sem filho, também dá trabalho e cansa à sua maneira. Mas tudo sempre compensa, né?

Coisas ótimas para uma viagem com bebê:



* Bercinho desmontável:

O treco pesa 10 quilos, mas a gente montava e desmontava em 30 segundos, e fazia nossa fillha dormir tranquila sempre no mesmo lugar, seja em quartos alugados ou em hotéis. Segurança total que não tem preço.

* Piscininha inflável de bebê:
Sabe aquelas bóias bregas que formam uma piscininha pra bebê e que você compra no sinal de trânsito? Pois ela vira a banheira mais mão na roda do mundo. Era só assoprar um pouquinho e ter uma banheirinha de tamanho ótimo pra dar banho na Irene tranquilamente. Coloque ali nossos 2 brinquedinhos do "Procurando Nemo" que ganhamos em algum McLanche feliz e pronto, banhos felizes todo dia.

* Carrinho de bebê:
as companhias aéreas são obrigadas a levar carrinhos de bebê sem custo adicional, portanto isso nunca conta como excesso de bagagem. Irene ia tranquila e sentadinha até a porta do avião, e só ali entregávamos o carrinho, pra pegá-lo logo ao final do vôo.

Mas o carrinho tinha uma função importante: ali, Irene via a cidade, dormia, acordava, dormia, acordava, e só tirávamos ela de vez em quando pra dar uma brincada, ou para as trocas. Empurrar um carrinho com certeza é mais fácil do que carregar os 8 quilos da Irene. Sim, os paralelepípedos e as escadas eram obstáculos chatos, mas duvido que teríamos feito tanta coisa levando a Irene nas costas, ou nos braços. O sling que levamos usamos pouquíssimmo.

Ah, além disso a parte de baixo do carrinho serve pra carregar coisas, então ali deixávamos nossas compras, e outros cacarecos mil, que iam ser um saco levar em mochila.

* Capa de chuva do carrinho de bebê:
Em Estocolmo não choveu, mas o vento era tão frio que a capa de chuva virou um corta vento perfeito pra ela, e funcionou perfeitamente. Em Riga choveu de leve, e aí outra vez a capa de chuva salvou o dia da nossa pequena.

* Baby Wipes:
Pra limpar a bundinha suja da Irene em lugares inóspitos, baby wipes. Pra limpar a mão dela quando ela anda em terrenos desconhecidos, baby wipes. Pra limpar a mão do papai depois de limpar a bundinha suja da Irene, baby wipes. Não saia de casa sem ele.

* Sair de casa com todas as refeições na bolsa:

Mamadeirinha pequena com um chazinho ou suco pro lanche da manhã, a papinha do almoço num potinho, a mamadeira de leite da tarde já com o pozinho, a fruta pro lanche da tarde, e a outra papinha pra janta. Em bolsa de mulher cabe tudo isso numa boa e muito mais até. Tendo tudo à mão era só parar nos cafés e botecos que apareciam e pedir pra esquentar a comida ou colocar água na mamadeira. Além de, claro, tomarmos uma cervejinha, pois estamos de férias e merecemos .

24.10.09

Dia 13 - Itália - Bergamo


Na Itália é assim: qualquer calçada que você pisa com certeza foi construída há uns 600 anos pelo menos.

Se é assim então, seguimos a dica do nosso amigo Erik (aquele, lá de Estocolmo) e fomos passar um dia em Bergamo, cidadezinha histórica que fica a mais ou menos 1 hora de Milão.

Passar um dia em Bergamo é como sair de Belo Horizonte pra passar um dia em Ouro Preto. Você sai da metrópole e passa um dia numa cidade histórica totalmente construída nas montanhas, com direito a uma muralha que protegia toda a cidade alta.

Ótimo programa: apesar dos onipresentes paralelepípedos, que nos perseguiram por toda a viagem, nada como passar um dia de sol numa cidadezinha tranquila, comer comida italiana original no almoço, no lanche e na janta, e parar de vez em quando pra ver uma vista maravilhosa.

Programa perfeito. No início da noite estávamos em Milão novamente (apesar de termos pego um trem imundo e fedido na volta), pra novamente no dia seguinte desmontar berço, arrumar mala, fechar conta de hotel e ir pra aeroporto.

Destino final. Berlim. Hannah nos espera.

21.10.09

Dias 09, 10 e 11 - Itália - Milão


Em tópicos:

* Acordar, fechar malas, desmontar bercinho, pegar passaportes e correr pro aeroporto. Pela quarta vez em 10 dias, lá estávamos voando para um novo país. O destino da vez: Itália.

* Em 1990, a adolescente Carol passou um ano morando aqui com a família. Nunca mais tinha voltado. Mas certas coisas são como andar de bicicleta, e já de começo ela foi se lembrando de desempoeirar sua antiga fluência em italiano. Sorte minha, por que todo italiano fala um inglês sofrível e minha comunicação com eles era sempre precária.

* Sair da escandinávia e cair em um país latino é como voltar a sentir um pouco de Brasil. Os italianos, assim como os brasileiros, adoram uma zona. E chegando já começamos a ver as filas confusas, as discussões de trânsito, os carros estacionados na calçada, os vendedores pechinchando, enfim, a malandragem que tanto conhecemos.

* A temperatura também ajudou. Nada como descer 2 horas de avião em direção ao equador. Enquanto na Suécia e na Letônia a temperatura ficava entre os 5 e 10 graus, fomos recebidos em Milão com impressionantes 18 graus. Durante o dia a temperatura foi caindo até os 13 graus, um frio tipo BH ou São Paulo. Mas nada como sair de casa só com 2 blusas de frio, e não 3.

* Milão é uma cidade bem bonita, mas também é uma cidade bem cheia. Não chega a ser absurdo como no Brasil, mas em todo lugar víamos muitos carros na rua, apesar do charmoso atenuante que a grande maioria dos veículos são modelos minúsculos, como o Smart, o Mini e o Fiat Cinquecento, carangas tão pequenas qje fazem o nosso Uno Mille parecer uma Land Rover. Além de, claro, as indefectíveis motos Vespa. Apesar de não ser uma cidade movida a bicicletas e metrôs como as melhores cidades da Europa, eles tem um sistema de transporte público baseado em bondes que funciona muito bem, e um trânsito ainda muito menor do que qualquer metrópole brasileira. Se tem uma coisa que não dá saudade de São Paulo é o trânsito, né?

* A falta que um guia nos faz. Tanto na Suécia quanto na Letônia tínhamos um guia "Lonely Planet" sempre à mão para nos dar dicas. Simplesmente esquecemos nosso guia da Itália no Brasil, o que nos obrigou a nos virarmos com mapinhas fraquíssimos comprados nas bancas de revista. Guias do Lonely Planet, não saiam de casa sem ele.

* Milão é a capital mundial da moda. O centro de Milão é como a matriz da Oscar Freire, com lojas de grife uma ao lado da outra. Mas há um problema: o italiano é um brega por excelência, e apesar de todo o tempo vermos pessoas vestidas com roupas caras e óculos escuros gigantes, a breguice do italiano e da italiana transcende o preço do figurino. Desculpem, italianos, mas os suecos tem muito mais estilo do que vocês.

* Italiano não pára de falar, e isso não é lenda. Agora, nos tempos modernos, a frase é: italiano não para de falar no celular. É só olhar pra alguma calçada e ver um italiano tagarelando no aparelho sem parar, em geral brigando com a pessoa do outro lado da linha. É sério.

Chegamos em Berlim

Na verdade estamos aqui há 3 dias, mas ainda estamos bem desconectados do mundo virtual.

Mas hoje finalente consegui dar uma passada na internet e atualizar um pouco nossas registros de viagem.

Portanto, cá embaixo já temos novas histórias de viagem, e no flickr temos novas fotos.

Ainda falta muita coisa boa pra escrever e mostrar, aguardemmmmmm....

Dia 8 - Riga - cidade nova


No final do último dia, fizemos o que devíamos ter feito mais vezes: andar pela cidade nova, a nova Riga. Ali, longe dos paralelepípedos e ruas estreitas, nasce uma charmosíssima cidade européia, com lojas legais, jovens nas ruas e uma pulsação de cidade legal.

Passamos uma noite ótima caminhando por ali. Novamente fica a dica que vale pra qualquer cidade: se você quer conhecê-la, saia do centro turístico e fuja dos turistas. Vale a pena, sempre.

Dia 8 - Jürmala - Cabo Frio da Letônia

No terceiro e último dia na Letônia, resolvemos sair da cidadezinha histórica (cidadezinhas históricas são feitas pra visitas rápidas) e, mais, sair de Riga.





Pegamos um trem na estação central e meia hora depois, estávamos em Jürmala, região litorânea. Jürmala é uma espécie de Cabo Frio da região, que no verão costuma ser invadida por hordas de mineiros, digo, de Russos farofeiros, que saem das suas roças para passar uns dias no mar báltico curtindo um samba e fazendo um churrasquinho na beira da praia.

Estamos no outono, e o verão já acabou faz tempo. Por conta disso, Jürmala era basicamente uma cidade fantasma. Ninguém na rua, lojas fechadas, casas trancadas, e a praia vazia.



O vento frio e o mar gelado daquele lhes dava razão. Irene, toda coberta de roupas, nem chegou a ver o mar. Dormiu. Mas para nós, a própria viagem já vale mais a pena do que o destino. Portanto, adoramos Jürmala.

Riga - Cidade velha


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Vamos começar do começo, pois esse blog também é cultura: Riga é a capital da Letônia, ou Látvia, que por sua vez é um pequeno país de 3 milhões de habitantes banhado ao oeste pelo gelado Mar Báltico, o mesmo que do outro lado banha a Suécia. Até o início dos anos 90 a Letônia fez parte da famosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou União Soviética, para os íntimos. Em virtude dessa longa ligação com Moscou, quase um terço da população do país tem origem russa.

Apesar de serem capitalistas há muito pouco tempo, a Letônia faz parte do grupo de países que em 2004 ingressou na União Européia, o que provavelmente deverá ajudar bastante a vida deles.

Riga é uma cidade média, de 700 mil habitantes, mas, como toda cidade européia que se preze, tem tradição à beça. A sua chamada "cidade velha", ou o centro histórico, é patrimônio da humanidade por ter uma arquitetura única.



E foi bem nesse centro velho que ficamos hospedados, num hotel bacaninha, o Konventa Seta, que por si só já era uma atração turística.

Fazia frio, até mais que na Suécia. 5 graus mais ou menos todo dia, Sem o vento de Estocolmo, mas com uma umidade de chuva que incomodava. Poucos dias depois que saímos, nevou.

Nos 2 primeiros dias ficamos fazendo um pouco de turismo tradicional, caminhando pelos paralelepípedos procurando igrejas antigas e velhas praças. Já disse o que penso sobre paralelepípedos de cidades históricas, mas Riga, como é muito longe, a gente trata como café com leite. Poucos turistas na rua, e muitas, muitas velhinhas, daquelas típicas velhinhas russas de cara de mau humor.

De tempos em tempos, paradas aleatórias para tomar cervejinha, trocar fralda, dar papinha e comer pratos como "Galas bumbinas Latgalu Gadme", ou "Cepta vai tvaiceta lasa fileja". Tudo muito bom, diga-se de passagem.

Enfim, a Riga é um lugar legal. Se por um acaso um vôo barato pra lá aparecer na frente de vocês, podem pegar sem medo e passar uns dias.

Dias 6 e 7 - Letônia


Depois de 3 dias curtíssimos pela impressionante Suécia, acordamos cedo de novo pra levantar acampamento e seguirmos para o nosso próximo destino: Riga, capital da Letônia.

Letônia? Como assim? Por que ir pra Letônia e não pra França, ou Inglaterra, ou outro lugar mais popular da Europa?

Simples. Tudo por causa da Ryan Air, uma companhia aérea irlandesa que oferece vôos absurdamente baratos em promoções relâmpago.

Quando eu digo "absurdamente barato" eu não estou exagerando, porque as passagens de adulto de todos os nossos vôos custaram simplesmente 4 EUROS, ou seja, 10 REAIS! Pelo fato de estarmos com a Irene, acabamos pagando um pouco mais, por coisas como bagagens extras, mas juramos pra vocês que tudo é muito barato mesmo.

Difícil até entender como eles ganham dinheiro cobrando preços assim, mas o fato é que nós estamos indo para onde as passagens baratas nos levaram.

Recomendo a todos que um dia vierem pela europa fazerem um rolê assim. Para os que não tem filhos, melhor ainda. Só lembrem de comprar as passagens com muuuuita antecedência, pois essa mamata só rola meses antes.

12.10.09

Fotos

Ta sentindo falta de fotos da nossa viagem?
Bem, sem um computador na mao fica um pouco complicado lidar com a quantidade de fotos que estamos tirando. Inclusive ficamos atrasados em escrever nosso diario.
Na semana que vem, quando estivermos de volta a Alemanha, tudo vai ser organizado, ok?

Mas por enquanto, deixo links onde ja colocamos alguns aperitivos:

As fotos da Irene: http://www.flickr.com/photos/ireneribas
E as fotos cabeca do George: http://www.flickr.com/photos/george_queiroz

Fui!

Viajando com um bebe - primeiras conclusoes

Pra quem não conhece, nossa filha, a Irene, é uma fofa. Dessas que dá risada toda hora, não reclama de nada e só chora quando tem motivo.

Assim, viajar com a Irene é ótimo. Em qualquer lugar que paramos, seja num aeroporto, num restaurante, num bar, no metrô, ela logo abre um sorrisão pra todo mundo que ela vê. Amizades assim ela já fez centenas nessa viagem.

Mas dá trabalho andar com bebê pra lá e pra cá o dia todo?

Lógico! Mas nada tão maior do que temos no Brasil. Ficamos bem cansados no fim do dia de andanças, mas sempre na boa...

Dá pra visitar muitos lugares?

Dá. Andando com o carrinho, o que ela faz é nos acompanhar, dormindo e acordando. Só temos que ficar atento aos horários das refeições e lanches, o que nos obriga a fazer pausas em restaurantes e cafés, o que é ótimo de qualquer jeito.

Tirando os paralelepípedos dos centros históricos, andar de carrinho de bebê no primeiro mundo é uma maravilha. As calçadas não são esburacadas, as guias são rebaixadas em praticamente todos os cruzamentos e os motoristas de carro, civilizadíssimos, param ao menor sinal de que você vai atravessar a rua. Até andar de ônibus é fácil, posto que a entrada deles é no mesmo nível da calçada. Dessa parte não temos nenhuma saudade do Brasil, infelizmente.

Mas o frio?

Como dizem por todo o mundo: não existe frio, só existe roupa errada.
Aqui a Irene ganhou um belo reforço de peças locais adequadas. Desde uma espécia de saco de dormir feito pra carrinhos até roupas de frio que parecem roupa de astronauta, Irene está cada dia melhor preperada. Não se preocupem, ela estÁ bem quentinha com a gente.

Dia 5 - Em casa de Estocolmense....


Pra você conhecer uma cidade de verdade, melhor do que visitar museus e monumentos, ou comer em restaurantes famosos, é você ter amizade com um morador do lugar.

No nosso último dia na Suécia (We'll be back!), o que melhor fizemos foi visitar a casa do Erik Gandini, amigo de longa data da Carol de festivais em São Paulo.

O Erik, pra quem não conhece, é um puta documentarista, co-responsável por 2 pequenas obras primas do gênero: "Sacrifício - Quem traiu Che Guevara" e "Surplus". Ele inclusive está lançando um filme novo, "Videocracy", que inclusive deve passar na Mostra de SP esse mês. Não vi mas já recomendo.

Passamos um pouco da noite de ontem na sua casa, junto com seus 3 filhos, comendo, bebendo e dando risada.

Conclusão final: Estocolmo é ducaralho.

Blog errado

Um probleminha técnico tem feito os últimos posts caírem no lugar errado. Assim que consertarmos o problema, voltaremos à nossa programação normal.

9.10.09

Eh a Inhame


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Eh a EsCarola 2

O George exagera as vezes... a gente gosta de centro historico sim, por exemplo, o de Praga eh do caralho, e quem for no post do George falando de la vai ver que ele gosta de centro historico sim senhor, mas eh que nesta viagem esta tudo diferente, nosso pique esta diferente, mesmo porque a cada 3 horas paramos em algum lugar para a Irene comer...

E a atencao... vc nao consegue prestar atencao em muita coisa, nao da pra se concentrar muito, entao o mais bacana eh o contexto, o geral, claro que as especificidades sao super interessantes, mas o conjunto eh mais importante.

A gente vai se revezando e curtindo a viagem e a Irene, e curtindo a Irene na viagem e tentando fazer com que ela curta a viagem tambem - e acho que estamos conseguindo fazer tudo isso.

Dias 4 e 5 - Estocolmo velha

Pra gente, centros historicos nao sao la a coisa mais emocionante do mundo. Palacios velhos onde a gente nao pode entrar, igrejas velhas iguais a todas as outras, hordas de turistas, lojinhas de souvenires ridiculos, restaurantes e bares caros, nada disso nos apetece.

Aqui o centro historico e chiquerrimo, naquele estilo de filme antigo, coisa e tal. Mas alem de tudo isso que a gente falou, notamos uma coisa nova para desgostar: paralelepipedos.

Todo centro historico tem paralelepipedos, e andar de carrinho de bebe em ruas assim eh um saco.

Poxa, os nossos antepassados nao tiveram carrinhos de bebe?

8.10.09

Eh a esCarola

Eu nao lembro a minha senha do blogger, entao tenho que escrever como abobrinha...

A Irene tem se comportado super bem na viagem, nossa adaptacao ao fuso horario foi bem legal, funcionou, mas o que ajuda bastante eh o fato de que estamos andando de carrinho o tempo todo, entao o chacoalhar faz ela se acalmar e ateh dormir bastante.

Fico um pouco com pena da gente nao parar num parque pra ela brincar um pouco, mas eh que com tanto vento frio fica dificil.

Ontem a noite ela foi a atracao do bar que paramos pro happy hour. Os vizinhos de mesa ficaram brincado com ela, e a mae ficou enchendo o saco dos filhos (que deviam ter a nossa idade) para dar um netinho pra ela...

Mas ela adorou o pub... esta seguindo os passos dos pais, heheheheheh.

No mais acho que ela esta se divertindo bastante.

Essa manha, ela parou de mamar, ficou olhando pra mim, pro George, pra mim, pro George, e abriu um sorrisao e voltou a mamar... linda demais!!!

Dia 3 - Estocolmo, Suecia

O aviao era as 8 horas.
As 6 e 30 tinhamos que estar no aeroporto.
Para isso, tinhamos que acordar Irene, desmontar o bercinho, e levar tudo ao metro e ao onibus.
Sono? Esquece.

Pouco depois desembarcamos no aeroporto a 1h20 de Estocolmo. Fomos recebidos pelo que eles tem de mais tipico: o vento frio.

E inicio de outono, as folhinhas caem na rua igual nos filmes, e ate tem um solzinho lindo rolando. Mas o vento frio bate na sua cara como um tapa. Mas e a Irene???

Simples, improvisamos o nosso "Irenemovel" com a capa de chuva do carrinho, e ela ficou protegida do vento.

Mas e Estocolmo?

Impressionante. Cidade fantastica. Tem uma parte historica que ainda nao fomos conhecer, mas a parte nova da cidade tem uma beleza de arquitetura impressionante. Aqui e a terra do design, dos designers. As lojas sao maravilhosamente bem decoradas, os bares, as empresas, as casas, e as pessoas se vestem como numa revista de moda. Ah, e ate agora estamos sendo muito bem tratados por qualquer um que conversamos.

Da vontade de ficar.

Assim que conseguirmos um computador com entradinha pra nossa camera, mostramos pra voces.

Vamos caminhar mais, por que e o melhor que fazemos. Fui!

Dia 2 - Berlim

(post sem acentos, sorry)
Entendendo nossa viagem:
A grande desculpa para irmos e o nascimento da Hannah, filha da Camilla (irma da Carol) e do Dirk, que provavelmente chegara ao mundo pelo meio do mes.

A nossa primeira passagem por Berlim e somente um pit stop para deixarmos os presentes, nos revermos e partirmos para uma "viagem dentro da viagem". Complicado, ne?

Enfim, o fato eh que somente tinhamos um dia na cidade antes de sair por outros lugares, e voltar mais tarde. E nesse dia nos separamos.

As mulheres adultas, Camilla, Carol e Margot (mae das duas, que tambem esta na cidade pra conhecer a neta) foram para a Ikea comprar coisas de crianca. A Ikea, pra quem nao sabe, e a mistura da Tok & Stok com a lojinha de 1.99 da esquina da sua casa: lindas moveis e coisas de casa por precos absurdamente baratos. Programa de mulher.

Eu e a Irene fomos fazer um programa mais "macho": fomos a 2 lojas de produtos eletronicos para pesquisar uma maquina fotografica pro papai aqui. Voces perceberao futuramente que as fotos que vamos postar por aqui vao estar cada vez mais bonitas: agora temos uma camera de gente grande. Assim que eu entender o manual em alemao, claro.

2 dias na cidade, e malas prontas de novo para o aeroporto.
Proxima parada: Estocolmo, Suecia.

6.10.09

Questão de ordem

Na nossa primeira viagem, em 2004, tudo o que tínhamos de modernidade era o blog. Na segunda, havia o blog, mas também havia o YouTube, e uns sites de postar álbuns de foto, como o Yahoo!Fotos.

Nessa viagem, em 2009, a modernidade é até demais. Ainda há o blog, ainda há o youtube, mas também há o twitter, o facebook, o flickr. Haja rede social...

Na medida do possível, vamos tentar atualizar tudo. Na página do blog dá pra ver, à esquerda, um pouco do twitter e do flickr.

Mas o pior é que agora temos a Irene, ou seja, nosso tempo pra bundar na internet é muito menor. Mas sei lá... acompanhem-nos como quiserem.

Vou dormir que amanhã já temos um vôo pra pegar.

Irene's on a plane!


(ou como é levar um bebê de 7 meses pra uma viagem de 12 horas de avião)

Levar um bebê pra viajar na Europa pode ser difícil. Sei lá, vamos saber esse mês. Mas a preocupação mesmo estava na viagem de avião.

Bem, conseguimos.

E por incrível que pareça, não é tão difícil quanto pode parecer.

Primeiro, por que preparamos a Irene pra isso.

Passamos a semana passada toda ajustando o fuso horário dela. A cada dia acordávamos um pouquinho mais cedo. Ao final, estávamos dormindo às 9h30 e acordando às 5 da manhã, mas tudo bem. Melhor passar o cão da mudança de fuso horário antes do que durante a viagem, certo?

O nosso vôo era no fim da tarde, e isso foi perfeito. 18h no Brasil era 23 horas na alemanha, e Irene dormiu de vez logo no início do vôo. Das 10 horas de vôo, acho que ela dormiu 8.

Viajar com bebê nos garante uma regalia básica. Ao pedirmos na companhia o bercinho que eles têm disponível, somos colocados na primeira fileira do avião. Resultado: apesar de estarmos na classe econômica, tivemos o ótimo direito de esticar os pés. Uhuu!

Mas o problema é o bercinho. Talvez querendo acostumar o bebê à falta de espaço nos aviões, a "caixinha" que eles dão é absolutamente apertada, fazendo com que o bebê não consiga se mexer. Resultado: inevitavelmente a criança acorda de vez em quando quando tenta se mexer.

Além disso, nos momentos de turbulência, somos obrigados a tirar o bebê de lá para ficar segurando ele. Mais uma acordadinha.

Como a Irene é um amor de pessoa, dorme bem pra dedéu, e foi preparada pra gente pra ter sono durante a viagem, nada disso a impediu de voltar a dormir rapidamente. Quem não dormiu foi a gente, tendo que ficar de vigília pra esses pequenos momentos. Nem deu pra assistir filminho...

A preocupação comum é com aquela tapada nos ouvidos que rola na decolagem e no pouco, que incomoda até os adultos. Resolve-se isso muito facilmente, dando mamadeira ou amamentando o bebê justamente nesses momentos. Com a gente funcionou perfeitamente.

Mas tudo bem, chegamos bem, e o primeiro dia é só pra descansar mesmo.
E cá estamos, George, Carol e Irene em Berlim, felizes que só.

4.10.09

Escarola, abobrinha e Irene


Outubro de 2009.
3 anos desde a nossa última viagem maluca, aquela volta ao mundo que virou meia volta.

Hoje voltamos pra essa pagininha para o começo de mais uma temporada de correrias por lugares que não conhecemos. Não vamos pra tão longe quanto da outra vez, mas vamos dar uns rolês interessantes.

Era pra ser tudo igual, mas dessa vez um pequeno detalhe vai mudar tudo:
Irene, nossa filhinha de quase 8 meses, está com a gente nessa viagem.

Como será viajar pela zoropa levando um bebê?

Não sabemos. Mas a partir de amanhã começaremos a ter uma idéia.

Beijos e até logo.

28.10.06

Festa de volta

- Voces chegaram!
- Bem, ja estamos ha uma semana em Sao Paulo. E esta otimo.
- E nem fizeram uma festinha de chegada?
- Vamos fazer - no proximo feriado.
- E quando e o proximo feriado?
- Dia 2 de novembro
- No dia de finados?
- Isso.
- Voces vão fazer uma festa no dia de finados??????
- Claro! Não estamos voltando do Mexico?
- E dai?
- O dia de finados e o DIA DE LOS MUERTOS, e festa la no Mexico!
- Serio?
- Sim. Vamos encher a casa de caveirinhas e bandeirolas mexicanas e vamos preparar um monte de comida mexicana, com os ingredientes que trouxemos direto de la, e tomar um monte de tequila e mezcal.
- Nossa, que medo.
- Bem, aguarde e confie.

(Amigos que nao receberam nosso e-mail, procurem-nos pra saber tudo direitinho)

22.10.06

Sao Paulo, 22 de outubro de 2006

Chegamos!
Depois de passar a noite de sexta no aviao vendo um monte de filmes americanos horriveis, chegamos em Sao Paulo.

Desempacotamos os nossos 57 quilos de bagagem(!) , boa parte composta de latas, garrafas e sacos de comida e bebida mexicana. - aguardem a festa!
Almocamos um belo rango preparado pela Carol, a outra Carol, a que ficou aqui na nossa casa no tempo que viajamos.
Tomamos caipirinha.
Vi na internet que o Galo ganhou mais uma e segue lider.
Vimos o brilhante documentario do grande cineasta alemao Dirk Boll
Encontramos alguns amigos e jantamos.
Dormimos na NOSSA CAMA. Ate o meio dia.

Agora, domingao de sol, peguei meu laptop, liguei a TV e estamos curtindo um fim de tarde totalmente preguicoso.


A viagem acabou. Nossa velha vida esta de volta, que bom.

19.10.06

Sao Paulo, o melhor lugar do mundo

De fato, parece mesmo que Sao Paulo is the place to be. Neste fim de mes a cidade estara cool como nenhuma outra cidade. Ao mesmo tempo, rola a Mostra de cinema, a Bienal de artes, Tim Festival com Daft Punk, TV On the Radio, Herbie Hancock e outros. No inicio do mes, o Nokia Trends vem com show do Hot Hot Heat, talvez a minha banda de rock favorita de um ano pra ca.
. Os mudernetes nao podem reclamar da cidade nos proximos dias.

Mas, pra animar a festa, so falta a gente mesmo. Neste sabado chegamos e ja vamos direto para o grande evento do fim de semana (olha o jaba ai gente!):

A grande premiere mundial de Dancefloor Caballeros, a obra prima do grande cineasta alemao Dirk Boll (que por acaso e cunhado da Carol), produzida pela brasileira Camilla Ribas (que por acaso e a irma da Carol). Gravado em Cuba, o documentario mostra a saga de DJs cubanos tentando levar a musica eletronica pela ilha afora.

"Genial! Espetacular! O melhor documentario sobre DJs cubanos de todos os tempos"
George Queiroz, blog Escarola e Abobrinha


A estreia e no sabado, as 18:30, na Cinemateca. Mas tambem outras sessoes vao rolar - no domingo, no Espaco Unibanco, e no dia 29, na outra semana, no Shopping Frei Caneca.

Encontramos todos na sessao. Agora vamos terminar de empacotar as malas e sair pra nossa despedida. Fuiiiii.

18.10.06

25 coisas que valeram a pena na viagem

Saimos para dar a volta ao mundo e paramos na metade. Alias, fizemos so 1/3 da viagem programada. Perdemos um monte de dinheiro. Choramos nos aeroportos. Pegamos um monte de chuva em tudo quanto eh cidade. Fomos pra cidades erradas.

Quem ve os fatos imagina que nossa viagem foi so fracasso.

Mas longe disso. Foi ducaralho. Por mais que as coisas saissem errado, a gente sempre dava um jeito de ficar bem. E ficamos.

No melhor estilo "Alta Fidelidade", fizemos uma lista, sem ordem de importancia, das melhores coisas da viagem

1. Ter anfitrioes em todo o mundo. Gilberto e Marcela na Cidade do Mexico, Ivan e Cecilia em Guadalajara, Rodrigo Solis em Guanajuato, Gaba em Los Angeles, Helo e Gaio em Corona, Akiko e Ishi em Toquio, Deinha e Benoit em Kyoto, Ana e Rodrigo em Nova Iorque. Gente que mora longe pra burro e nos recebeu sempre da melhor maneira possivel, cedeu suas salas, escritorios, quartos de hospede, o que tinha, pra gente dormir, nos levou pra conhecer outras pessoas. Nao foi uma viagem de turismo, foi uma viagem pra visitar os amigos. E isso foi muito foda, mesmo.

2. Luta-Livre no Mexico.
Milhares de pessoas vendo aquela coisa tosca coreografada, que todo mundo sabe que eh mentira. Senhoras, criancas, familias na plateia, gritando como loucos. Personagens canastroes, figurinos absurdos. E a gente la, gritando junto e se divertindo como se estivessemos em jogo de copa do mundo.

3. Metro da Cidade do Mexico.
Numa cidade de terceiro mundo, 11 linhas que te levam pra cidade inteira e que custa o equivalente a 50 centavos de real. Deu inveja.

4. Tacos na saida do metro.
Tem uma estacao, que nao me lembra o nome, que saimos por acaso e logo demos de cara com um ambulante vendendo tacos. Bem tosco mesmo. Nao sei como, mas foi um dos melhores rangos que fizemos na viagem.

5. Teotihuacan.
Subir uma piramide enorme, a terceira maior do mundo. Descer, andar um monte e subir outra quase do mesmo tamanho. Cansamos? Vish... Turismo do mais besta, mas que a tal cidade devia ser linda, ah devia...

6. Cantor de Opera de Guadalajara. Quatro amigos entram num bar pra tomar um porre homerico de tequila. Eis que surge um cantor de opera e comeca a fazer versoes de classicos mexicanos no gogo. A tequila bateu na hora...

7. Escondido Place.
Cansados da viagem, compramos uma garrafa de mescal e fomos passar uma tarde numas aguas termais, em plena quarta-feira de Guanajuato. Que tal?

8. Corundas de Guanajuato. Chegando na cidade, Ivan nos levou num restaurante absolutamente insuspeito para comer a melhor comida de toda a viagem: corundas. Nao sabem o que eh? Nao tem como explicar, guey...

9. Mescal de Guanajuato. Sabe o mescal que tomamos em Escondido Place? Foi comprado no meio da estrada, de um velhinho que coloca o mescal, artesanal, numa garrafa reciclada e tampa com plastico e gominha. O nectar, o nectar...

10. La Dama de Las Camelias. Guanajuato nao dorme. Isso porque toda madrugada, depois que todos os bares da cidade fecham, o La Dama De Las Camelias segue aberto, tocando salsa da melhor qualidade ate de manha.

11. Mojitos em Malibu. Parar na praia, comer uns camaroezinhos, tomar um mojito... em Malibu? Sem comentarios...

12. Karaoke em Shinjuku. Japao, Toquio, noite, predios enormes, neon, leds, luz, luz, luz... e a gente la!

13. Privada eletronica. Por 3 mil dolares, voce pode comprar no Japao uma privada que faz barulhinho de xixi pra te ajudar, e que tem um botaozinho que aciona um jato de agua morna direto no seu popo. A eletronica japonesa eh sensacional.

14. Akihabara. Sabe a Fnac? Seria um mercadinho humilde em Akihabara. Sabe a Santa Ifigenia em Sao Paulo? Quando ela crescer, e crescer muito, vai ser unha de pe do que eh Akihabara, ou Eletric City. Conhecer o maior bairro de equipamentos eletronicos do mundo deixa qualquer um de boca caida.

15. Sabado em Ginza. Sabe a Times Square de Nova Iorque? Bobagem. As lojas bacanas, gente bacana, propagandas bacanas estao mesmo em Ginza, uma avenida de Toquio que ainda faz o favor de ficar fechada aos sabados, so para a gente caminhar, comprar e apreciar a vista.

16. Bicicletas em Kyoto. Que os japoneses eram honestos a gente sabia. Mas chegar numa cidade onde ninguem sequer prende suas bicicletas quando as deixa na rua foi de mais.

17. Fat Cat de Nova Iorque. Ir pra Nova Iorque, encontrar nossos grandes amigos, jogar sinuca e ping pong, tomar otimos chopps europeus e ouvir jazz do bom. Tudo no mesmo lugar. Que tal?

18. Netflix. Que tal ter uma caixa de correio cheia de DVDs ao inves de contas para pagar? Essa eh a vida dos espertos que assinam o netflix. Inveja.

19. Margaritas no Queens.
No bairro que os Nova Iorquinos nao vao, achamos por um acaso um lugar que vendia margaritas por preco de banana. Margaritas baratas e amigos, otima mistura.

20. Bar da Adriana. A Dri deu um cha de sumico quando a gente estava la, mas antes disso fomos no bar que ela trabalhava e passamos uma bela noite conversando com gringos e tomando chope. Aparece dri!

21. Tlacotalpan. Sul do mexico, 15 mil habitantes. Casinhas coloridas, e um clima maravilhoso.

22. San Cristobal de Las Casas. Outro pueblito mais do que simpatico, de casas simpaticas, ruas simpaticas e gente simpatica.

23. Zipolite. Por fim, uma prainha maravilhosa e tranquila! Uma pousadinha na beira da praia, linda e barata!

24. Selos do Chapolin Colorado. Alguns de nossos familiares tiveram essa sorte: receber cartoes postais com o fantastico selo em homenagem ao Chapolin Colorado e aos idolos da TV mexicana! Nao contavam com nossa astucia!

25. Voltar pra casa depois de aprontar altas confusoes.

Cidade do Mexico, 18 de outubro de 2006

Voltar a Cidade do Mexico eh uma especie de "nao-turismo" - nao temos mais monumentos para visitar, e ja conhecemos o basico da cidade. Entao nos dedicamos outros tipos de programas.

Primeiro, amigos. Gil nao esta, mas a Marcela nos levou ontem a uma especie de festa na casa de um artista, Arcangel Constantini. Festa de artista, cheia de artistas. No quarto havia uma obra "interativa" e "multimidia", no teto houve uma performance de musica eletroacustica. Coooool.

Bem, o legal foi reencontrar amigos da Marcela e do Gil que encontramos na nossa primeira passagem por aqui, e conversar ja nao mais como estranhos.

Hoje caminhamos pelo centro gastando nossos ultimos pesos comprando pirataria e bobaginhas de camelo. Imaginem que ha aqui uma regiao de "comercio informal" que eh MUITO MAIOR do que a 25 de Marco.

Bem, daqui a pouco ja temos outra festa. Dificil essa vida de nao-turista...

17.10.06

Raios comicos

A Camilla nos disse que recebeu um e-mail falando que as 5:17 da tarde uma chuva de raios cosmicos ia passar pela terra e que teriamos que ir ao ar livre e pensar boas coisas e passar boas vibracoes para a humanidade.
A Marcela tambem recebeu aqui no Mexico um e-mail falando a mesma coisa.

Como nao acreditamos em nada que vemos na internet, subimos ao teto do predio para conferir.
Eis que vemos o inacreditavel.



E voces, pensaram em boas coisas?

Cidade do Mexico, 17 de outubro de 2006

Chegamos.

Viajamos de madrugada e nao vimos nenhuma guerrilha. Uff...

A subida da serra, cheia de curvas (lembrem-se que a Cidade do Mexico esta a mais de 2000m de altitude, e estavamos na praia), fez a Carol passar um pouco mal, mas agora esta tudo bem.

A viagem que tinha previsao de durar 11 horas durou quase 14, fora o atraso inicial de 1 hora para sair.

Mas chegamos. E na sexta-feira pegamos o voo de volta para o Brasil.

A ultima parada, aqui na Cidade do Mexico, eh perfeita para nos reacostumarmos com Sao Paulo - aqui ja aproveitamos pra matar a saudade da poluicao, dos engarrafamentos, dos ambulantes vendendo pirataria e de todo o caos urbano de terceiro mundo.

E por falar em saudade... ontem, de brincadeira, eu e a Carol pegamos nosso caderninho e fizemos as nossas listas de coisas que temos saudade do Brasil. Transcrevo as duas para este blog.


LISTA DAS COISAS QUE A CAROL TEM SAUDADE
- Dormir na minha cama
- Tomar banho no meu banheiro
- Cozinhar na minha cozinha
- Meu computador!!!
- Comer fora no terraco
- Visitar minha irma
- Ver TV e DVD
- Ir ao cinema
- Pegar roupas do cabide e da gaveta
- Ver os amigos
- Tomar caipirinha, que nao aguento mais tomar cerveja
- Poluicao!! ehehe... quer dizer, SP!!
- Churrasco de domingo na casa dos paps

LISTA DAS COISAS QUE O GEORGE TEM SAUDADE
- Meu laptop. Ou qualquer computador que funcione e que nao seja de internet cafe.
- Bit torrent, limewire e todas as piratarias da internet
- Esquina Grill do Fuad, Choperia Liberdade, Ibotirama, BH Lanches, Real, Charm,
City Butanta, Antonius, Bolao e todo e qualquer buteco copo sujo.
- Feijao, muito feijao, por cima do arroz ( o pessoal aqui miguela muito no feijao)
- Nossa cama e nossos travesseiros
- Filmagem. Acordar 5:30 da manha e ficar o dia inteiro estressado numa filmagem cheia de cenas.
- Quicktimes de internet
- Final Cut e After FX (nao esta muito nerd essa lista nao?)
- A vista da nossa varanda
- O som disco music da nossa campainha
- Passa-rapido da reboucas
- Mamae, papai e minhas irmas
- Belo Horizonte
- Jogo do Galo.

16.10.06

Puerto Escondido, 16 de outubro de 2006

Que tal um pouquinho de emocao no final do filme?

Pois pra quem pensava que a viagem ja tinha acabado, reservamos uma pimentinha para o final.

Ja ouviram falar das revoltas de Oaxaca?

Bem, Oaxaca e o estado em que estamos agora. Estamos em Puerto Escondido, uma pequena cidade praiana ocupada por surfistas gringos. Aqui esta tudo calmo, mas o mesmo nao se pode dizer da capital do estado, que tambem se chama Oaxaca.

Ha quase 5 meses, uma greve de professores ganhou proporcoes de revolta popular. Batendo de frente com o intransigente governo direitista, as manifestacoes ganharam o apoio da populacao. A intransigencia virou repressao, e as passeatas comecaram a ser fortemente reprimidas pela policia. A partir dai, o levante popular passou a negar a autoridade do governador, e a cidade se transformou em uma especie de terra de ninguem, cenario de bang bang.

A questao esta quente como salsa mexicana, e recentemente o problema chegou nas estradas, com manifestantes tomando os acessos ao estado.

E a gente com isso?

Bem, fortemente desrecomendados por todos os locais a nao visistar a cidade de Oaxaca (que eh uma cidade colonial bem charmosa), seguimos pelo litoral. Hoje iriamos comprar uma passagem para Acapulco, velha e conhecida praia farofeira, nosso ultimo destino antes de voltar a capital. Mas fomos impedidos.

Impedidos?

Sim. A rodovia que da acesso a Acapulco neste momento esta com o transito impedido pelos manifestantes, e a companhia de onibus nao estava vendendo passagens para la.

A unica solucao foi comprar uma passagem de volta a capital, Cidade do Mexico, numa viagem antecipada que vai durar 12 horas e supostamente utilizara as rodovias privatizadas e (supostamente) sem manifestantes.

Bem, daqui a pouco saimos. Desejem-nos sorte pela nossa fuga do estado de Oaxaca.

12.10.06

Queda de audiencia

No Brasil, Lula e Alckmin deixam as delicadezas de lado na disputa do segundo turno. Nos Estados Unidos, um teco-teco bate num predio e todo mundo fica lembrando de 11 de setembro. Na Coreia do Norte explodem bombas nucleares. O Google compra o Youtube. No futebol, o meu querido Galo eh lider da segundona, campeonato para onde o Corinthians periga ir no ano que vem.

Eh, a nossa volta ao mundo zicou (mandem reclamacoes para a Varig), mas o mundo continua dando voltas. E com tanta coisa acontecendo, nossa mini-viagem fica naturalmente chata para os leitores. Pra quem esperava ver a cada semana noticias e fotos de um pais diferente, o tedio toma conta. Cade o Vietnam, o Camboja, a Turquia, os Emirados Arabes? Voces nao vao sair do Mexico nao?

Nao eh por acaso que a audiencia deste blog caiu pela metade, e so nao fica no zero porque nossos familiares ainda nos tem apreco.

Bem, a viagem ja esta quase no fim. Daqui a 9 dias ja estaremos no Brasil, e entao tudo muda pra melhor: o virtual vira real, e no tete-a-tete a gente conta tudo com muito mais emocao.

Mas enquanto a volta nao chega, seguimos tranquilos pela praia. E bom feriado a todos.

11.10.06

Paraiso


Ah, que delicia!!! Estou tao feliz!!! Na verdade esse lugar eh daqueles pra passar um bom tempo, eh uma pena que falta tao pouco tempo para voltarmos ao Brasil...

A nossa pousada fica na pontinha da praia, no canto mais charmoso, alias. Estava la ate agora, com a praia so para mim, nadando numa agua transparente...

Na verdade algumas pessoas passaram por ali. O casal de alemaes, que dividiu o taxi com a gente, e um casal de naturistas. Mas todos me deixaram em paz muito rapidamente.

Tanto a nossa quanto as outras pousadinhas da praia sao super simples. O banheiro, por exemplo, eh coletivo, a cama esta coberta por um mosquiteiro, a janela nao tem vidros, mas temos duas redes na nossa varanda da nossa cabana que fica a uns 20 metros da praia. Tudo isso por menos de 15 dolares por dia!!!

Agora vou tentar arrastar o George do computador, que ele ja esta aqui ha 3 horas, pra gente curtir a praia juntos.

Zipolite, 11 de outubro de 2006


Estado de Oaxaca. Passamos a noite no busao, e depois de 10 horas de viagem chegamos a Pochutla, cidade que fica a meia hora do litoral.

Dividimos um taxi com uns alemaes, e chegamos a Zipolite, uma vila de pescadores, com 800 habitantes, que abriga uma praia de 2,5 km absolutamente maravilhosa, e cheia de pousadas e hoteis charmosos e baratos.

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Quase um mes depois de quase ter chegado aos paraisos do sudeste asiatico, finalmente chegamos a uma prainha lindinha, com agua azul, terrinha bonita, charmosa e tudo mais, onde podemos passar uns dias tranquilos.

Como em toda nossa viagem, tudo vem com um porem: chegamos na cidade junto com uma chuvinha, mas que agora ja acabou.

Estamos num hotelzinho sensacional, todo criativo, a 30 metros da praia, e ja agendamos um passeiao de barco com direito a uns mergulhos bem interessantes.



Este eh o nosso quarto, e a vista do nosso quarto. Que tal?

10.10.06

Tuxtla Gutierrez, 10 de Outubro de 2006


Palenque para San Cristobal
Ontem, saímos de Palenque logo cedo. Pegamos mais um onibus e chegamos em San Cristobal de Las Casas(foto acima), a 200 km de estrada. Como as condicoes da estrada estavam pessimas, a viagem durou quase 5 horas.

Mas tudo bem. Passamos uma tarde agradabilissima em San Cristobal, uma cidadezinha antiga e muuuuuuito charmosa. Comemos bem, caminhamos bem, vimos casinhas bonitas, e de noite pegamos outro onibus para a Tuxtla Gutierrez, a capital de Chiapas.

Tuxtla e Chiapa del Corzo
Tuxlta Gutierrez nao tem nada demais. Mas a pouquissimos quilometros dali, em Chiapa de Corzo, esta o Canon del Sumidero, um pedaco de rio com uns "canyons" impressionantes. Ja no dia seguinte - hoje - pegamos o barquinho e fizemos o passeio mais do que turistico, mas obrigatorio, pelo rio. Demos sorte e vimos uns crocodilos na beira do rio Grijalva, foi legal.

No passeio, fizemos amizade de ocasiao com uma delegacao de turistas - 2 espanhois, 1 mexicano, 1 hungara e 1 italiano. Cada um vem de um lugar, e seguem para outros, e com eles passamos a tarde e este inicio de noite, tomando cerveja e conversando. Ah, eles tem um Lonely Planet novinho e ja fizemos um monte de consultas!!!!
Nao estou conseguindo colocar fotos computadores que arrumamos por aqui. Perdoes pelo blog ficar assim, meio chato. Prometo tentar sempre....

Atualizacao: nao mais... :-)

8.10.06

Palenque, 08 de outubro de 2006


Estado de Chiapas, sul do Mexico. Enquanto o subcomandante Marcos e seu Exercito Zapatista continuam em algum lugar da Sierra Madre na guerrilha pela "libertacao nacional", Escarola e Abobrinha pararam em Palenque, ja quase na fronteira com a Guatemala, para desfrutar de 2 dias do mais puro turismo pequeno-burgues.

Palenque, ao contrario das ultimas cidades que visitamos, é uma cidade essencialmente turistica. E isso nos ajudou muito. Logo na primeira noite na cidade conseguimos um hotel bem limpinho pela metade do preco que pagamos em Ciudad Del Carmen. Nosso orcamento, que anda bem apertado, agradeceu.

Nos ultimos 2 dias conhecemos as 2 principais atracoes da regiao. Ontem, visitamos as ruinas de Palenque, que foi uma grande cidade do imperio Maia, que teve seu apogeo entre os seculos VI e IX d.C., ou seja, mais de 500 anos antes dos europeus chegarem na regiao.



Melhor do que aulas de spinning, melhor do que o Elys Belt, melhor do que o AB Shaper - subir as piramides mexicanas eh o must para fortalecer a musculatura da perna. Se nao fossem as cervejinhas que sempre tomamos ao fim do dia, talvez estivessemos ate magros.



Dia 2, aguas nao tao claras.

Alem das ruinas Maias, a outra coisa pra se fazer aqui eh visitar as varias cachoeiras que cercam a cidade. Por um dinheirinho, pagamos um perueiro que leva a turistada as 3 principais quedas: Misol-Ha, Aguas Azules e Aguas Claras.

Oba! Se a praia foi uma bosta, entao vamos de cachoeira! Roupinhas de banho no corpo, pegamos a van e.... pffffffff!

Como é temporada de chuvas, e ontem choveu um bocado na cidade, as cachoeiras estao transbordando, absolutamente improprias para o banho. Alem disso, a agua, longe de estar azul, ou clara, estava marrom como chocolate, trazendo todo o barro da serra. Esqueca o banho. Nos restou caminhar pelas cachoeiras de lado, imaginando como elas devem ser fantasticas fora da epoca de chuvas.

Mas tudo bem. Nao ficamos tristes. Pelo contrario, nosso humor esta otimo.

Palenque eh legal.

6.10.06

Villa Hermosa, 05 de outubro de 2006


Ou "Desventuras em Serie de Escarola e Abobrinha" Ou "Como ficamos solitarios sem o nosso Lonely Planet"

Nao e facil sair de viagem sem nenhuma dica. Isso porque escolhemos nossos destinos por tentativa e erro, e geralmente erramos. O erro desta vez foi ter ido para a Ciudad Del Carmen, uma especie de ilha banhada ao norte pelo mar do Golfo do Mexico e ao sul por uma lagoa, a Lagoa de Terminos.

Apesar da linda foto que ilustra a materia do Terra Mexico, a realidade nao era bem assim.

Praia, de fato havia, mas... nao. Vazia, cheia de sujeira, e sem nenhum barzinho ou restarurante aberto, o mar amarronzado combinava perfeitamente com o tempo cinza, depois de uma chuvarada que alagou metade das ruas da cidade.


Apesar de ter praia, ficou claro pra gente que a cidade dava costas para a praia. Depois soubemos que a cidade na verdade eh um centro de exploracao de petroleo, com uma estrutura que responde por boa parte da extracao de petroleo nacional. Ou seja, o turismo eh algo que passa longe dali.

Hospedagem? Esquece
O turismo eh algo bem dificil nessa parte mesmo. Sofremos tambem porque ali nao havia a velha e boa "pousadinha": ou o lugar e um chiqueiro mofado, ou eh um hotel caro. Mas, todos eram cubiculos sem janela, sem vista nem para o corredor do lado. Bem, ao final andamos por quase uma dezena de lugares, e encontramos um meio termo menos ruim. Mas acabamos por pagar mais por ter o luxo de um quarto com ar condicionado e TV a cabo, o que acabou por pautar nossa estadia na cidade.

TV a Cabo, Ar Condicionado = descanso perfeito


No dia seguinte, tentamos ir a uma segunda praia, dessa vez na parte virada para a lagoa. Outro fracasso. A primeira praia nao era praia, e a segunda, Manigua, tinha ate uma areinha, e uns barzinos, onde comemos bem e tomamos cerveja. Mas no final da tarde ja estavamos de volta ao nosso quarto do panico. Dai resolvemos fazer o nosso feriado ali mesmo. Compramos paes, frios e biscoitinhos no supermercado e passamos a noite vendo TV a cabo, curtindo o pior das series americanas: CSI Miami, CSI New York, CSI Las Vegas, Scrubs, Desperate Housewives, Gilmore Girls, House, Psych e America´s Next Top Model e o que mais nossos olhos aguentaram ver. E dormimos um monte - viva o ar condicionado.

No dia seguinte, vulgo hoje, saimos do litoral. Paramos aqui em Villa Hermosa, e vamos daqui a pouco a Palenque, uma cidade cheia de ruinas do imperio Maia. Tomara que seja legal. Ja vimos TV a cabo ate cansar...

P.S.: Na viagem de San Andres a Ciudad del Carmen, o onibus passava filmes. Acabamos nos deliciando com a obra-prima "Shaolin Soccer", besteirol chines com efeitos especiais (dublado em espanhol). Do mesmo diretor de "Kung Fuzao", essa mistura de "Cla das Adagas Voadoras" com "Os Trapalhoes e o Rei Pele" rivaliza desde ja com "Napoelon Dynamite" como pior/melhor besteirol de nossa viagem. E tenho dito.

3.10.06

Perdidos no Mexico

Enquanto eu procuro hostels e infos, o George fica colocando fotos no site...

O Lonely Planet esta capenga, faltam justamente as paginas dos lugares para onde vamos. Se alguem passar na Fnac da uma olhada e manda dicas pra gente, principalmente de lugares pra ficar em Palenque. E quaisquer outras dicas interessante que encontrem por ali.

San Andres Tuxtlan, 3 de outubro de 2006

Trivias da viagem

* Ha quase uma semana nao passamos mais que 24 horas na mesma cidade:

Quinta-feira - Nova Iorque
Sexta-feira - New Jersey, Phoenix, Cidade do Mexico
Sabado - Veracruz
Domingo - Alvarado
Segunda - Tlacotalpan
Terca - San Andres Tuxtlan
Quarta...


* Com 40 dias de viagem, ja pegamos...

9 avioes, sendo 5 voos internacionais
6 onibus intermunicipais
2 viagens de trem-bala
3 trens urbanos
para viajar entre cidades proximas
3 dias viajando na caminhonete do Ivan
Isso fora incontaveis viagens de metro, onibus, taxis, bicicletas e caminhadas montros por entre cidades

E se tudo der certo amanha estaremos... na praia!!!!!!

2.10.06

Tlacotalpan, 2 de outubro de 2006


Segunda feira. Saimos cedo do hotel de Alvarado, mesmo porque o calor nao nos deixou dormir direito.

Pegamos mais um onibus, e mais um pouco paramos em Tlacotalpan, uma cidadezinha colonial que ja nos foi indicada anteriormente.

A chuva que caía deu uma atrapalhada legal na nossa primeira caminhada, pra procurar hospedagem. Entre idas e vindas, acabamos numa pousada muito boa, chamada Meson Le Grand Monsieur. O "Meson" no lugar de "Maison" ganhou meu dia.

De fato, a cidade eh bem graciosa. 15 mil habitantes que moram na beira do rio em casas antigas, boa parte ainda do seculo XVIII. O legal eh que todas as casinhas sao pintadas de cores bastante vivas, e as ruas sao mais coloridas que qualquer Pelourinho da vida. O pior eh que tudo fica bem interessante.

Como eh segunda feira, a cidade estava beeeeeeem calma. Nao fizemos mais do que sentarmos na beira do rio, onde ha diversos restaurantes com pescados, e passar a tarde comendo camarao, tomando cerveja e lendo revistas. Vida besta, tranquila, exatamente como queriamos.


Quem diria que ha 5 dias atras estavamos em Nova Iorque.

Alvarado, 1 de outubro de 2006

Sul do Mexico, costa do Atlantico. Enquanto o Brasil se ocupava em eleger grandes nomes como Fernando Collor, Maluf, Clodovil e Frank Aguiar para fazer companhia a todos os sanguessugas e mensaleiros em Brasilia (ouso dizer que este tem tudo pra ser um dos piores congressos da história do Brasil), Escarola e Abobrinha seguem viajando sem rumo, de improviso, por terras mexicanas.

Nosso guia Lonely Planet, emprestado por nossos amigos, esta com as paginas referentes ao sul do mexico arrancadas. Amigos estes que ontem de manha tiveram que voltar a capital. Estamos sozinhos na jornada, e sem ter muito pra onde ir.

Ainda em Veracruz, fomos a rodoviaria, para comprar uma passagem para algum lugar. Como estavamos na costa, mas numa cidade portuaria, pensamos em talvez achar alguma praia por perto, para descansar.

Por sorte (ou azar, como saberao em breve), havia na rodoviara um posto de informacoes turisticas. Ali conversamos com uma garota bem prestativa, que nos mostrou um mapa da regiao e nos indicou uma cidade bem perto que supostamente tinha uma praia: Alvarado, a 70 km de Veracruz.

Dica aceita, pegamos um onibus para lá. Descemos no centro da cidade, que fica num rio bem proximo da costa. Entre idas e vindas, perguntando e perguntamos, descobrimos que a cidade nao tinha praia coisa nenhuma. E uma cidade pesqueira, quase num mangue, e que, alem de nao ter praia, nao tem nada de interessante.
O que fazer?

Bem, alugamos um quarto para deixar nossas coisas (uma espelunca), e descobrimos que hoje haveria uma festa na cidade. Oba! Festa no interior!


E de fato, houve festa. Era a festa do Rosario, uma festa catolica, que aconteceu na praca central, uma praca daquelas que tem uma igreja e um coreto. Sabe aquelas quermesses de cidadinha de interior do Brasil? Igual, sem tirar nem por.

Teve bandas tocando musicas (todas naquele estilo banda de interior amadora), barraquinhas vendendo doces e outras com jogos. O parquinho de diversoes tambem funcionou, no melhor estilo anos 70/80, com carrossel, roda gigante (nem tanto), carrinhos tromba-tromba. Todo mundo com suas melhores roupas, criancas, jovens, velhinhos.
Foi legal.

O ruim foi voltar pra espelunca quente que a gente alugou pra dormir.

1.10.06

Veracruz, 01 de outubro de 2006

Na verdade ainda eh dia 30. Sao 3:32 da manha do dia 01.

Chegamos correndo a Veracruz, pois traziamos as pecas para arrumar a escultura do Gil, La Nomada, para a expo que abria as 19h. Mas ja eram 19h15.

Corremos atras de um taxi, para descobrir que tinhamos que comprar um boleto antes de pegar o carro. Com ele na mao corremos para os taxis, sem perceber que havia uma fila. E claro, o que estava na nossa frente levou o ultimo taxi...

Mais atrasados do que possivel, pegamos o Gil na porta do hotel e fomos para o centro onde rolava a expo. Por sorte eram 3 edificios, e o do Gil seria o ultimo do tour!!!

Ficou perfeito!!!

Dali fomos pro jantar oficial, com uma entrada nada triunfal - estilo repassando fitinha de plastico do pulso. Entao para o bar, e agora festa no quarto do hotel, onde entramos para passar uma noite clandestinamente...


Rolou um computador, e como ja disse que nao sei como sera a comunicacao de agora em diante... aproveitei!!!

30.9.06

Mexico Reloaded Vol. II

Depois de mais um interminavel dia em estacoes de metro, de trem e em aeroportos, finalmente chegamos na Cidade do Mexico. Ligamos pra Marcela e combinamos de nos encontrar dali a duas horas em casa.

Eh muito engracado, voltar ao Mexico me deu a mesma sensacao de voltar pra casa. Nao estavamos perdidos, nao eramos turistas... pegamos o metro, ja conheciamos as baldeacoes, descemos em San Cosme e fomos andando pra casa. Paramos na esquina pra comprar umas cervejas, que aqui o sol ainda eh generoso e faz um calorzao.

O Gil esta em Vera Cruz, e a Marcela vai pra la se encontrar com ele - e nos vamos junto, eh claro. Eh o comeco da nossa viagem pelo sul do Mexico. Ainda nao temos ideia do que vai acontecer, nada esta planejado e so agora temos um lonelyplanet na mao... (o nosso enviamos por correio para o Brasil quando estavamos em LA - a ideia era nao carregar peso morto)

Na verdade eu adoro isso... viajar sem rumo certo. Eh dificil fazer isso quando voce sonha com uma viagem por tanto tempo, como a nossa volta ao mundo - nesse caso voce compra guias com antecedencia, le tudo o que pode e acaba fechando um roteiro muito certo. Mas tudo pode acontecer, e de fato aconteceu.

Nao temos ideia de como sera o blog agora que vamos pra lugares onde nao temos amigos, onde nao temos uma base. Vamos tentar mante-lo sempre atualizado, mas nao sei se isso eh possivel.

28.9.06

Ultimo dia

Ultimas 24 horas nos Estados Unidos. Ate segunda ordem.
Onde estaremos amanha?

27.9.06

Nova Iorque, 26 de setembro de 2006

Tem dia que voce quer ficar sentado o tempo todo.
No nosso caso, depois de 30 dias de viagem, caminhando pra la e pra ca, tem hora que eh necessario.

Foi isso que fizemos ontem.
Primeiro, sentamos em um cafe "tipo Friends", cheio de sofazinhos e mesinhas de centro, e tomamos um "brunch". A diferenca para o seriado eh que em vez do pessoal ficar conversando e azarando, cada um pega o seu laptop e seu IPod e se isola no seu canto. Se eh pra fazer isso, eu prefiro ficar em casa...

Depois, jah no meio da tarde, fomos para um cafe-restaurante para uma comemoracao vespertina do aniversario da Ege, uma turca gente fina que estuda com a Ana. Como nao conseguimos ir a Turquia, como tinhamos planejado, pelo menos conversamos um monte com uma turca "da gema".


O sol se pos e sentamos num pub para tomar uma saideira de happy hour. Nao era exatamente um sports bar, mas na TV estava passando o Campeonato Mundial de Poquer.






De noitinha, fomos a Chinatown, para tentar comer comida cambodjana, conforme nosso plano de viagem. Sentamos num restaurante chines meio generico, bem do xumbrega, mas ao final comemos sim um prato dito cambodjano.

De volta pra casa, sentamos no sofa e vimos um filme coreano, "Chinjeolhan geumjassi" (ou "Simpathy for Lady Vengeance"). Eh o novo filme do diretor Chan-wook Park, o mesmo do sensacional "Old Boy", e faz parte de uma sequencia de filmes com o mesmo tema: vinganca. Muito bom.

Bem, ficamos o dia inteiro sentados, dai o melhor mesmo foi deitar e dormir...

26.9.06

Nova Iorque, 25 de setembro de 2006

So hoje tive tempo de abastecer o nosso album de fotos. Confiram.

25.9.06

Netflix

Porque ninguem no Brasil ainda nao teve a brilhante ideia de abrir uma locadora de filmes como a Netflix?
O sistema dessa Netflix eh genial: em vez de voce ter que ir numa locadora toda vez que quer alugar um filme, e ser obrigado a assistir a ele correndo pra devolver no dia seguinte, a Netflix faz diferente. Voce paga uma assinatura mensal, faz uma lista de filmes que voce quer ver no site deles e eles mandam o filme pra sua casa, pelo correio. Depois que voce ve o filme, voce pega o filme, coloca no correio de novo (o envio ja esta pago) e eles em seguida te mandam o novo filme da sua lista.

Nao tem aquela porcaria de pagar multa por entregar o filme nesse ou naquele dia, nem aquela correria de entregar o filme antes da locadora fechar, nao tem aquela onda de ver qual filme tem ou nao tem disponivel, nao tem confusao na sexta feira vespera de feriado, nem tem que ficar meia hora rodando a locadora procurando um bom filme pra assistir. E se voce nao sabe que filme colocar na lista, o site do Netflix te ajuda, indicando filmes que tem a ver com o seu historico de locacoes, e cruzando seus dados com clientes de mesmo perfil.

Aqui na casa do Rodrigo e da Ana, e em um monte de casas americanas, a Netflix eh a locadora da casa, e mesmo as locadoras tradicionais como a Blockbuster ja estao lancando servicos semelhantes, simplesmente para nao afundarem de vez.

Isso ate a hora que ninguem nem mais vai precisar do correio pra assistir filmes novos...

Jogao

Uma pena que nenhum sports bar daqui tenha mostrado esse jogo. Queria ter visto.

Mini volta ao mundo

Ok, nossa viagem de volta ao mundo foi pro saco. Mas eh verdade que em Nova Iorque mesmo da pra visitar um monte de paises sem ter que fazer outra viagem.

Faz um certo sentido Nova Iorque ser a sede das Nacoes Unidas. Nessa cidade, cerca de 40 por cento da populacao eh imigrante de primeira geracao. Tem gente de todo o mundo aqui, de verdade, e muitos desses estrangeiros ja se organizaram em comunidades ha muito tempo. Mas, mesmo aqueles paises que nao tem bairros inteiros de imigrantes estao sempre aparecendo.

Na sexta feira, por exemplo, por pouco nao vimos o show da banda Dengue Fever. Formada em Los Angeles, ela esta fazendo sucesso tocando um pop/rock cantando em... cambojano. O Guilherme, nosso amigo que esta em Los Angeles, viu o show e recomendou. Perdemos esse voo.

Ontem, antes de ir ao cinema, caminhamos por Chinatown, o enorme bairro chines que cresceu e engoliu o antigo bairro italiano, que hoje eh uma pequena regiao chamada Little Italy. Mas eh tempo de festa na Little Italy , pois esta rolando a festa de San Genaro - o patrono de Napoles. No fim, eh uma especie de "Festa da Acherupita de Nova Iorque", com um monte vendendo comida. Nessa festa, a Ana comprou uma bela escultura africana pra sua sala.

Alias, falando em Africa, hoje caminhamos pelo Harlem, o famoso bairro negro de Manhattan. No meio da caminhada, alguns africanos faziam um evento, onde um cara discursava em Frances. Nao descobrimos qual pais ele representava.

Dali, caminhamos pelo Queens, uma regiao enorme, hoje residencial, que eh basicamente ignorada pelos guias culturais, e tambem por boa parte da populacao.




Ali encontramos um amigo romeno do Rodrigo, que nao me recordo o nome. Este romeno, que mora desde crianca em Nova Iorque, nos levou a um belo restaurante... turco.



Ali, comemos uma deliciosa comida turca, enquanto no telao passava noticias diretamente da CNN... de Istambul.


Conclusao: perdemos aquele voo, mas de forma alguma perdemos a viagem.

24.9.06

A ciencia do sono

Ontem foi bem punk. Bebemos um monte de cerveja, gastamos um monte de dinheiro e chegamos bem tarde em casa.

Depois de dormir por quase 12 horas e acordar no meio da tarde, resolvemos ter um dia diferente: calmo, sem alcool e sem gastar dinheiro. Resolvemos entao fazer um programa light - ir ao cinema.

Otimo dia para ir ao cinema. Simplesmente porque esse eh o fim de semana de estreia, aqui nos Estados Unidos, do filme "The Science of Sleep", o novo longa do mestre das imagens Michel Gondry.

Estrelado pelo "gatinho mexicano" Gael Garcia Bernal, o filme eh uma singelissima fabula sobre um garoto atrapalhado que confunde sonho e realidade, e por isso acaba se atrapalhando no seu flerte com a sua vizinha de predio.

O melhor do filme eh justamente esse mundo de sonhos do Gondry: um mundo feito de brinquedos de papelao, algodao, tricot e celofane, que se misturam a realidade atraves de velhas tecnicas de stop motion, retroprojecoes e chroma-keys. Nada de efeitos modernos de computacao grafica: o maravilhoso mundo ludico eh que toma conta da tela. E isso eh lindo.

Quem espera algo forte e explosivo e forte como o engenhoso filme anterior dele, a superproducao "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrancas", com elenco hollywoodiano e tudo mais, pode se decepcionar. Quem gosta de pequenas sutilezas, e de um certo romantismo cinematografico, vai adorar o gostoso clima retro do filme.

Perfeito para outra boa noite de sono.

23.9.06

Sports bar


Americano nao vai pra boteco. O mais proximo disso sao os chamados "sports bars", que sao bares cheios de televisoes, cada uma mostrando um jogo chato (de beisebol, futebol americano, hoquei, rodeio ou qualquer esporte chato desses). O fato eh que nao temos nenhuma vontade de ir pra nenhum sports bar aqui.

Hoje, sexta de noite, iriamos sair com a Dri pra algum lugar, mas ela adoeceu e sumiu. O plano B era ir para um aniversario de uma amiga da Ana, que ia rolar em um.... sports bar! Pior, pra entrar nesse sports bar especifico, tinhamos que pagar uma bela quantia em dolares

Eh claro que nao fomos. Mas eis que a Ana e o Rodrigo tiveram uma ideia genial. Nos levaram para um sports bar diferente. No meio do Greenwich Village (uma especie de vila madalena de manhattan), eles descobriram um bar chamado Fat Cat. A entrada eh gratuita, e no bar, um monte de mesas de sinuca, ping pong, toto (ou pebolim, para os paulistas), xadrez e outros jogos de mesa.

Ali passamos uma otima noite, jogando um monte de jogos e tomando um monte de cerveja, ouvindo um monte de jazz incidental. Muito mais divertido do que assisir a ultima rodada do futebol americano.




22.9.06

Nova Iorque metaleira

Sondre Lerche (feat. Carol Ribas)

Nem sabemos como aconteceu, mas uma vez descobri o som de um garoto noruegues chamado Sondre Lerche, e ele acabou por virar um dos artistas favoritos do casal, com alta rotacao nos nossos laptops e ipods.

Qual foi nossa surpresa quando descobrimos que o moleque tocaria hoje em Nova Iorque? O show aconteceu num estilo "guitarra e voz", sem banda, num lugar todo metido a besta, que fica nas dependencias de um hotel.

Coloco aqui o cara tocando uma musica chamada "Modern Nature", que na verdade eh um dueto com uma garota. Como nao havia banda, e nem a outra cantora, da pra ouvir de fundo a voz da Carol fazendo a voz feminina, da plateia, ao lado da camera.

Dueto inesperado.

Carol Hanks

Mais uma pequena referencia cinematografica...

21.9.06

Nova Iorque, 21 de setembro de 2001 - The Blog Must Go On


Meio da tarde. Esta foto aqui a gente acabou de tirar na Apple Store da 5a Avenida. A foto saiu da camerinha embutida do MacBook que um dia irei comprar. Nao hoje, mas quando voltar do Brasil e estiver trabalhando um monte de novo (tomara).
Pena eu nao conseguir mostrar o quanto a loja esta cheia. Afinal, nao ha nada mais cool do que uma Apple Store: dezenas de computadores Apple, de todos os modelos, prontos pra voce usar de graca. Uma especie de internet cafe gratuito, onde voce pode tranquilamente se viciar nos produtos da apple. Dificil sair daqui sem comprar

O unico efeito colateral eh ter que ficar escutando Jack Johnson o tempo todo nos alto falantes.

Bem, seguimos pela quinta avenida. Ainda tem um monte de lojas famosas pra gente ver.

Ressaca...


Passamos um dia de zumbis, nao acordamos muito cedo, mas nao durmimos o suficiente pra nos recuperarmos da balada no bar da Adriana.

Fomos passear pelo Central Park, que fica a apenas 3 quarteiroes da casa da Ana e do Ro. Alias, eles estao muito bem localizados... Se seguimos pela 5a, so temos que andar mais uns 3 quarteiroes ate chegarmos no Guggenheim e no Metropolitan!!!

De la pegamos vaaaaarios metros ate chegarmos na faculdade da Ana, o Pratt Institute, e a instituicao onde ela trabalha atualmente, o Pratt Center. O instituto e muito legal, de certa forma ate lembra a FAU - tem ate fosso onde fica o auditorio, e varios estudios cheios de maquetes e bgs...

Saimos para almocar num restaurante arabe, que ficou como representante, no nosso tour gastronomico, dos Emirados Arabes Unidos.

De la pegamos um onibus ate a Brooklyn Bridge, mas fizemos antes um pit stop numa praca em homenagem aos combatentes da guerra da Coreia, para tirarmos um cochilinho e tentar nos recuperar um pouco mais da ressacona.

Atravessamos a ponte a pe, o que e um passeio muito legal, com uma vista linda de downtown, onde ficamos passeando pelas horas seguintes... Wall Street e seu o touro... e Ground Zero - e impressionante como ainda nao tem nada pronto do tal memorial que eles vao construir onde antes estavam as torres gemeas, so o buraco.

Entao pegamos outro metro para o Times Square para admirar seus imensos teloes. E muito louco que eles nao me impressionaram muito depois de ter passado por Tokyo. Na verdade Shinjuku e Times Square sao bem diferentes, aqui sao mais teloes, la sao mais letreiros, mas la ganha forca a extensao e o fato de eu nao entender nada do que esta escrito, heheheheheh, fica mais bonito.

Entao fomos para casa, tentar passar uma noite nao-etilica. Enquanto esperavamos a Ana voltar de um Forum com o Hugo Chavez (super cooool, ela voltou impressionadissima com o cara), o George e o Rodrigo assistiram um documentario brasileiro/americano sobre uma banda, Afro Reggae, que era uma bomba ruim de mais, e eu dormi...

20.9.06

Golpe na Tailandia

Cacetada... acabei de ver o comentario do Rogerio de que rolou um golpe militar na Tailandia!!!

I (coracao) NY

Essas sao as primeiras imagens que temos da grande maca...

Passamos as primeiras 24h no apartamento da Ana e do Rodrigo, nos recuperando da loucura que foi chegar ate aqui. Dormimos muuuuuuuito!!! Foi muito bom!!!

Depois de muita insistencia da Ana, resolvemos sair de casa e fomos almocar, la pelas 5 da tarde, num restaurante vietnamita, comecando assim nosso tour gastronomico de todos os paises que deixamos de visitar.

A Ana entao passou o bastao de cicerone para o Rodrigo e fomos caminhando em direcao a Chinatown, onde uma amigona do George, a Adriana, trabalha num bar super descolado. Andamos por tudo quanto e canto, partes onde nem o Ro conhecia direito, nos embrenhando e nos perdendo pelas redondezas da Avenida Houston, que nao sei por que cargas d'agua eles chamam de "Rauston" (acho que e o mesmo caso da Wizard, na Vila Madalena).

Passamos pelo CBGB, que em breve fechara as suas portas, pois ja nao conseguem pagar o aluguel - claro, assim como nos, todos passam por ali, tiram uma foto e vao embora..

Nos emborrachamos no bar da Adriana, que fica no numero 3 da Orchard St., com muita cerveja, e depois voltamos pra casa de metro!!! Muito bom!!! I (coracao) NY!!!

18.9.06

Meia volta, volver

Esse post eh um comunicado meio chato de se fazer. Mas desde o ultimo domingo agora, a nossa viagem de volta ao mundo foi cancelada. A viagem continua, mas de forma diferente do que imaginavamos.

Como assim????????????????? Cancelada??????

Explico.

Estavamos no aeroporto de Narita, no Japao, para pegar nosso voo para Hanoi, no Vietna, que seria nossa proxima parada. O voo seria feito por uma companhia coreana chamada Asiana. Apos apresentarmos nossas passagens, como sempre fizemos, surpreendentemente, fomos avisados de que a companhia Asiana nao aceitaria aquela passagem e que nao poderiamos embarcar.

Por que? Segundo eles, porque a passagem foi emitida pela Varig. Apesar da Varig continuar oficialmente como membro da rede Star Alliance, apesar de ja termos voado por 3 vezes em outras companhias da mesma rede (United Airlines e Lufthansa), com passagens emitidas na mesma situacao, a Asiana alegou que existe uma ordem para que passagens com o codigo da Varig nao sejam endossadas. Ordens de quem, Dorival? Um absurdo, uma sabotagem, um assalto aos nossos direitos, um ataque contra nos, que estavamos do outro lado do mundo, sem o menor resguardo. Um assalto covarde feito por uma rede por 18 companhias aereas do mundo todo, que ali na nossa frente, se comportou como uma quadrilha criminosa.

Imaginem quantos gritos nervosos, choros compulsivos e pedidos desesperados que fizemos para que a gerente da companhia Asiana entendesse. Depois horas de telefonemas para todos os lados (era domingo de tarde no Japao, madrugada de sabado no Brasil, era impossivel se contactar algum responsavel da Varig - se eh que isso fosse adiantar alguma coisa), os japoneses nao mudaram a sua opiniao.

Pior: entraram em contato com a companhia tailandesa que faria as outras viagens na asia e soubemos que ela tambem nao aceitaria as outras passagens mais para adiante. Nao adiantava mais chorar - sudeste asiatico, nem pensar...

O QUE FAZER? Estavamos no Japao, longe da cidade, longe de casa, sem ter pra onde ir...

Numa certa hora, o gerente japones da United Airlines, que acabou tambem entrando no imbroglio, nos ofereceu uma passagem barata, com um desconto especial, para voltarmos para os Estados Unidos. Bem, se nao eh a nossa casa, pelo menos nao eh tao longe. Naquele momento estavamos cancelando oficialmente a nossa tao planejada e sonhada e alardeada viagem de volta ao mundo. O sonho acabou.

Aceitamos. E esse foi so o comeco de um inferno de aeroportos, que durou mais de 2 dias e so acabou hoje. Talvez um dos maiores infernos de minha vida.

VOLTANDO DO JAPAO - A NOVELA


Nao pensem que vamos voltar para o Brasil.
Se nao vamos dar a volta ao mundo, vamos dar voltas por outros lugares. Se a ideia era visitar amigos pelo mundo, vamos visitar amigos que nao vistamos nos Estados Unidos. Pensamos entao em ir para Nova Iorque, que nunca conhecemos, e eh cheio de amigos.

Pegamos esse voo barato da United Airlines, que nos deixaria em Los Angeles, 10 horas depois. Ja comecamos a perder a nocao do tempo, pois cruzamos novamente a linha de mudanca de dia e voltamos para o mesmo dia que todos voces. Saimos do Japao as 4 da tarde do domingo e chegamos nos Estados Unidos as 10 da manha... de domingo.

No aeroporto de Los Angeles, agendamos, com muita dificuldade, um voo barato para Nova Iorque, do outro lado do pais. O voo, como todo voo de companhia barata, faz uma conexao em alguma cidade central do pais. Dessa vez, a cidade foi Atlanta, na Georgia.

Pegamos o voo das 10 da noite. Com novas mudancas de fuso horario, chegamos as 5 da manha em Atlanta. O novo voo para Nova Iorque so iria sair... ao meio dia. Por isso, tivemos a oportunidade de passar uma estranha manha em Atlanta, cidade estranha pra caramba. 3 dias sem dormir direito, e caminhando no sol de uma cidade que nao tem NADA...

Bem, ao meio dia pegamos nosso voo pra Nova Iorque. E ja fomos recebidos pela Ana Paula Barreto, mais uma colega de faculdade da Carol. E que vai nos hospedar nessa nova loucura de viagem.

Chegamos.

Resumo da opera: a volta ao mundo foi cancelada, voltamos pros estados unidos na promocao, e 2 dias depois acabamos em Nova Iorque. Vamos ficar uma semana por aqui, e depois vamos seguir de viagem para....

... quem sabe?

P.S.: Amigos e familias, nao se preocupem. Eh claro que estamos muito tristes por nao termos ido pro sudeste asiatico, e por todo o resto da viagem. Mas agora, que estamos bem instalados, e seguros, e vamos curtir essa nova viagem. Vamos brigar o quanto precisarmos para conseguir nossa grana de volta (fiz um contato inicial no escritorio americano da Varig e parece que nao vai ser tao impossivel), e o resto, acreditem, sera otimo. O blog continua, infelizmente sem chegar a tantos cafundos do mundo, mas tudo bem. So preciso dormir um pouco pra tudo ficar bem.

16.9.06

Saideira

Sao 9 e 30 da manha agora. Em meia hora saimos para pegar 3 linhas de trem ate o aeroporto.

A saideira foi sensacional. Primeiro, demos uma volta de carro por uma freeway. Por ela ser mais alta (uma especie de minhocao que funciona), pudemos ter maravilhosas visoes noturnas da cidade, inclusive do mar. Emocionante.

Depois, festa. Um coletivo de arte chamado Mixrooficce (o logo parodia a Microsoft), transformou o atelier em um pequeno club, onde ouvimos um pouco de musica eletronica made in japan. Chegamos em casa as 5 da manha. Gran finale.

So uma pequena nota. Ontem, na pressa, ainda em Kyoto, becapeei as quase 5000 fotos que tirei no japao, e na correria nao tive tempo de seleciona-las para posta-las aqui. Fico devendo por agora, mas saibam que no brasil os amigos terao oportunidade de ver umas imagens e umas animacoes beeeeeeeeeeem legais. Tchau gente e ate o proximo pais.

Japao ao final


Daqui umas 20 horas, ja nao estaremos no Japao. Uma pena. Lugar maravilhoso. Gente muito boa, sempre atenciosa, honesta, de boa indole, sempre querendo ajudar, sempre rindo. Lugares lindos, tanto os tradicionais quanto os lugares "pop". Grandes amigos, gente que vamos sentir saudade. (To ficando muito brega-emotivo de novo?????) Comida deliciosa, cidades que funcionam, coisas organizadas...
Nao sei quando conseguiremos voltar, eh muito dificil. Mas que todo mundo deveria conhecer esse pais, isso eh a pura verdade.

Proxima parada? Nem te conto...

Toquio, 16 de setembro de 2006


Voltamos hoje a Toquio. Mas nao sem antes fazer um ultimo passeio matutino por Kyoto, numa visita guiada a um belissimo jardim erguido por um imperador japones nas montanhas da cidade no seculo 17, a Shugakuin Imperial Villa.

Pegamos nosso Shinkansen de volta a monumental Tokyo Station. Dali caminhamos pela redondeza e acabamos chgando a Genza, uma especie de Shinjuku chique.

Genza eh um centro economico onde fica a sede da maioria das grandes empresas japonesas. Perto de um centro economico forte, o comercio de Ginza tambem cresceu, e a avenida principal se povoou com enormes lojas chiques, como Prada, Guccy, Bvlgari e afins. Os letreiros de neon ja nao falam de Pachinkos, mas sao propagandas das grandes corporacoes. A loja da Sony, que tem sua sede por ali, tem 4 andares so de showroom, onde vimos um monte de demonstracoes impressionantes de novos produtos.

O mais legal foi que, no sabado, eles fecham a avenida principal, e ela fica tomada por pessoas caminhando e comprando nas lojas. Muito gostoso.

Dali, voltemos para nos despedir de Shinjuku, meu lugar preferido. Ali entramos numa pequena ruelinha cheia de pequenos butequinhos, todos vendendo um espetinho japones, bom e barato.


Voltamos a casa de Akiko San. Eh sabado a noite vamos pra noite, a noite de despedida do Japao.

Tchau japao!

Suntory Time

O Bill Murray do momento aqui no Japao eh o Tommy Lee Jones. Sim, ele eh o atual garoto propaganda da Suntory, gigante de bebidas diversas (alcoolicas e nao-alcoolicas) que briga pela lideranca do mercado com a Kirin. Por toda a cidade, na rua, em diversas maquinas de vender bebidas, la esta Tommy Lee Jones, com cara de "Roger Moore", vendendo um produto chamado "Boss", que eh o cafe gelado de latinha da Suntory.
Ele tambem esta num comercial de TV, no alto de uma montanha, no pior estilo "venha para o mundo de Marlboro"

Da pra ter uma ideia de como eh a coisa aqui

15.9.06

Tour de Kyoto

Linda cidade. Por vezes, me pareceu uma bela cidade europeia, como Amsterdam ou Vienna. Por que? Primeiro, pela tranquilidade. Gente tranquila, que vive bem, com grande qualidade de vida. Depois, pelo rio. Com um grande rio cortando a cidade, o Kamo, e varios outros pequeninos corregos que caem nele, o rio eh a referencia para tudo. E sua margens sao um otimo lugar para namorados, piqueniques, luaus, e para andar de bicicleta. A bicicleta foi a outra coisa que me lembrou Amsterdam...

Com nao muito mais que 1 milhao de habitantes, Kyoto tambem carrega uma otima relacao entre historia e modernidade. Antiga capital do Japao - era a sede do imperio ate o seculo 18, se nao me engano - ela eh cheia de belissimos templos budistas, e de um grande jardim imperial, a cidade vive plenamente o crescimento economico, com grandes industrias, e avenidas modernas. Um lugar onde meninas que quimono caminham lado a lado com jovens de cabelos pindado e visual mod rocker. Tudo convivendo harmoniosamente.

Kyoto tambem eh um grande centro de artes e de ciencias. A universidade tem uma grande colecao de premios nobel, em diversas areas, e as escolas de artes sao conhecidissimas como centro de ebulicao cultural, aproveitando-se do gigantesco patrimonio historico da cidade.

Kyoto eh um otimo lugar para se passar um dia como o que passamos. Andando de biclicleta, conhecendo os templos, as ruas, descansando na beira do rio.

Kyoto, 16 de setembro de 2006

Sao 7 e 40 da manha agora. As 8 saimos do hotel para um programa que na verdade nem sei qual e. Nao tenho muito tempo pra escrever sobre ontem.

Aqui em Kyoto, a nossa anfitria eh a Deinha, a Andrea Urushima, uma brasileira filha de japones com espanhol que estudou arquitetura com a Carol, e que ha 4 anos veio fazer novos estudos aqui em Kyoto. Aqui, conheceu um frances, o Benoit e com ele teve uma linda filhinha, a Hanae, uma linda loirinha de cabelos encaracolados que esta comecando a aprender a falar... japones.

Anteontem, no fim de tarde encontramos com o casal e passamos a noite jantando e conversando perto da casa deles. Dai eles nos emprestaram 2 bicicletas, que eh basicamente o melhor meio de transporte da cidade, e veiculo no qual passamos sentados praticamente todo o dia de ontem.

Ontem saimos de casa por volta de 9 horas. Chegamos no hotel de volta a meia-noite, sempre com a bicicleta. Cansamos muuuuuuuuuuito. Mas foi legal, porque deu pra ver bastante coisa durante o dia.

De noite, fomos pra uma festa de aniversario de colegas de universidade da Deinha. O aniversario era da Tina, uma bulgara, que cozinhou comidas bulgaras bem interessantes. Mas ali tambem tinham holandeses, australianas, um chileno, uma moca da Indonesia... Globalizacao eh isso.

Hoje voltamos pra Toquio. E tem festa de despedida de noite.

14.9.06

Kyoto, 15 de setembro de 2006

Acabamos de chegar em Kyoto. Estamos num hotel com internet de graca, mas nao consigo colocar fotos.

Sei que 1 foto vale por mil palavras. Como nao posso postar fotos, resolvi escrever as 1000 palavras pra quem tiver saco. Nos varios posts abaixo, abri a matraca mesmo...

Amanha, ou depois, escrevemos de Kyoto, e do que nao falamos de Tokyo.

Beijos e abracos a todos que estao nos acompanhando. E desculpem pelo furo de nao blogar ontem. Go men na sai!

Tokyo Chuo Oroshiuri Ichiba

Ja falamos que adoramos ir para os mercados das cidades.

Hoje fomos para o mercado de peixes de Toquio. Nao eh brincadeira.Basicamente, 90% dos peixes consumidos na capital sao comercializados nesse mercado. Eh um galpao absurdo, com todos os tipos de peixes sendo vendidos de todas as formas possiveis - mortos, vivos, congelados, grandes, pequenos, embalados, em caixas, cortados, inteiros.

Segundo consta, o legal mesmo eh visitar o mercado la pelas 6, 7 da manha, onde os vendedores transformam o lugar numa especie de bolsa de valores de peixes, ganhando no grito a venda para os compradores de todos os restauntes da cidade.

Chegamos la quase as 9 da manha, e o burburinho maior ja tinha passado ha tempos. O que se via era os empacotadores levando caixas e caixas para fora em carrinhos especiais para isso.

Infelizmente, a passagem foi rapida, por que tinhamos que ir para a Tokyo Station pegar o nosso Shinkansen (trem-bala) para Kyoto.

You are what you eat

Comemos muito bem no Mexico. Mas nos Estados Unidos foi justamente o oposto. O mundo mega junk food industrial americano me fez muito mal, de verdade.

Que bom eh vir pra ca pro Japao e praticamente nao ter a opcao de comer mal. Desde os cafes da manha que a Akiko e o Ichi prepararam pra gente, com saladas, sopas e molhinhos, a o que comemos na rua, quase que aleatoriamente, apontando a vitrine para as garconetes, e as nossas saidas noturnas, em pequenos e simpaticos restaurantes, sempre ciceroneadas pelo casal.

O bom eh que estamos comendo a comida japonesa completamente diferente das que comemos no Brasil. E quem imagina que a comida japonesa fica so naqueles combinados na tabua esta bem enganado. Nao vou saber dizer o nome de nada, mas ja comemos muitos pratos com ovo, com porco, frango, e legumes que nunca ouvi falar. Mas tambem nos peixes nao estamos mal, e estao nos apresentando bichinhos gostosos que nunca tinha comido.

Nao sabemos todos os nomes, mas estamos religiosamente tirando fotos de todos os pratos que comemos, vou mostra-las assim que possivel. E talvez a Carol, que eh a chef oficial do casal, explique a todos melhor a nossa experiencia gastronomica japonesa.

Akihabara

Voce tem a exata nocao do poderio dos japoneses no que se refere a produtos eletronicos quando caminha por Akihabara.
Imagine 10% de todos o comercio de produtos eletronicos do Japao passa por esta regiao, tambem conhecida como "Eletric City". Eh um mundo de mega-stores, mega mesmo, que vendem qualquer coisa tenha eletricidade envolvida.
Alem dessas lojas, que ocupam predios inteiros, existem tambem as pequenas lojinhas, quase camelos, e por vezes tudo parece a Sta Ifigenia la de Sao Paulo, so que mais caro...

Entramos em 2 dessas mega-mega stores, e nela passamos boas horas olhando de tudo (e nao comprando nada, por que eh caro)

Voces se impressionam com a FNac de Sao Paulo? Vao pra europa e ficam babando na Virgin Megastore e na Tower Records? Eh por que voces nao foram mega-stores como a Yodobashi-Akiba. Sao como Godzillas das lojas de departamento, e o pior, nao estou exagerando.

Essa Yodobashi-Akiba, por exemplo, eh tao grande, tao grande, e tem tanta coisa, que so o mapa da entrada da uma ideia do monstro.

Yodobashi-Akiba
Subsolo 1 - Motos
Subsolo 2 a 6 - Carros
1o andar - Computadores e celulares
2o andar - Perifericos e softwares
3o andar - Cameras, relogios e "personal care"
4o andar - Audio e video
5o andar - Eletrodomesticos
6o andar - Jogos, brinquedos, instrumentos musicais, CD/DVDs, bicicletas
7o andar - Tower records (mais CDs e DVDs), Livros
8o andar - Restaurantes
9o andar - Golf

Pena eu ser pobre e so poder ficar olhando...

Cegos felizes

Sem querer fazer piada com o olhinho fechadinho dos orientais... mas uma das coisas mais impressionantes no Japao eh como a cidade trata bem os deficientes.

Em praticamente todas as ruas principais, e dentro dos metros, o chao tem caminhos especiais para cegos, feitos com um tipo de piso onde se percebe pelo tato quando um cruzamento esta chegando. TODOS os cruzamentos, sem excecao, sao rebaixados para que ninguem tropece (cegos, cadeirantes, e quem anda de bicicleta...).

Os cruzamentos, com faixas de pedestres enormes, tem caixas de som que emitem discretos sinais sonoros quando o sinal esta verde para o pedestre. E ninguem precisa correr na faixa de pedestre, porque o tempo de sinal verde eh de pelo menos 30 segundos, e o aviso de fim de periodo tarda muito mais do que somos acostumados no Brasil. Avisos sonoros, alias, eh o que nao falta - em escadas rolantes, na viagem de metro, dificil voce tomar um caminho errado por aqui.

Deficientes do mundo, venham para o Japao. Aqui sim, voces sao bem tratados.

Precos

Diziam que o Japao eh caro, muito caro.

Eh mesmo.

Olha so.

Lata de cerveja (na loja de conveniencia) = 7 reais
Chopp (no boteco debaixo da ponte) = 10 reais
Agua 500 ml = 4 reais
Cafezinho = 6 reais
Telefonema simples no orelhao = 2 reais
Estacionamento perto do metro = 30 reais/hora
30 minutos de karaoke, por pessoa = 10 reais

Isso porque estamos andando pelas regioes centrais, longe dos estabelecimentos chiques, onde os precos sao beeeeeeem maiores.

Shinjuku

Em Belo Horizonte, minha cidade, adorava passar pela Praca Sete, o encontro das duas principais avenidas da cidade, com milhares de pessoas passando a todo o tempo por todos os lados.

Engracado eh ver que, assim como BH, cada metropole tem o seu hub, o ponto onde o acumulo de pessoas, carros, predios, lojas, luzes e publicidade eh superlativo e forma uma paisagem onde a beleza surge do excesso.

Mas tenho a impressao que nada no mundo se compara as redondezas de Shinjuku. Eh paraiso dos anuncios em neon, das pessoas correndo nas faixas de pedestre, das lojas abertas noite adentro. Grandes centros de pachinko (o popular joguinho eletronico das bolinhas) e slot machines, karaokes , peep shows... e muitos japoneses com pressa.

Que me perdoe a Praca Sete, a Avenida Paulista, a Times Square de Nova Iorque, a Picadilly Circus de Londres... mas Shinjuku, em Toquio, eh pra mim o lugar mais bonito de uma metropole do mundo. . Ponto.

Correndo

Seria muita pretensao de nossa parte imaginar que conheceriamos a fundo megalopoles como Cidade do Mexico e Los Angeles em uma semana somente. Todas merecem anos para serem conhecidas como se deve.
No caso de Toquio, que eh basicamente a maior cidade desenvolvida do mundo, essa tarefa se tornou uma missao impossivel.
Primeiro porque passaremos menos de uma semana aqui (Vamos a Kyoto tambem), e segundo porque perdemos 1 dia da estadia aqui, como expliquei logo abaixo.

No final, a viagem por Toquio durara somente 4 noites, 3 dias completos e uma manha. Nao da nem pra fazer cosquinha nas principais partes da cidade.

Por isso, estamos fazendo um grande esforco para conhecer o maximos de lugares em menos tempo, mas ainda sem querer fazer uma visita superficial, tipo aquelas de grupos de velhinhos em onibus "sightseeing". Nao.

Estamos caminhando muito. Cerca de 8 horas por dia. Caminhamos ate os pes doerem - mas o deleite de passar por lugares impressionantes e belos de alguma forma alivia a nossa dor. Vale a pena.

De noite, temos a companhia e a ajuda da simpatississima anfitria Akiko Majima, japonesa que estudou cinema em Cuba com a Camilla (irma da Carol, pra quem nao conhece) e fala um espanhol bem melhor do que o meu. De noite, nos, Akiko e seu dignissimo Ichi saimos por lugares onde os guias nao nos levariam, como a pequenos restaurantes de bairro e, claro, para o karaoke que voces ja viram.

Por isso, nesses 3 ultimos dias visitamos uma admiravel lista de regioes da cidade, sempre com longas caminhadas pelas redondezas e entradas em estabelecimentos mais do que absurdos.

Fotos? Ja devo ter tirado milhares. Aos poucos voces verao algumas.

Como perdemos um dia de nossa vida

A primeira surpresa de nossa viagem ao Japao aconteceu antes mesmo de chegar. Estavamos no aviao, saindo de Honolulu, num voo da United Airlines. Saimos no domingo, as 10 da manha.

Com cerca de 1 hora de viagem, o piloto abriu o microfone e falou

"Peco a todos um minuto de silencio em homenagem aos nossos companheiros da United Airlines e aos passageiros que morreram em 11 de setembro, ha exatamente 5 anos atras"


Perai... mas ainda e 10 de setembro, nao? Naaaaaaao!!!!! Naquele momento tinhamos cruzado a faixa da terra que delimita imaginariamente a mudanca dos dias. De repente, sem mais nem menos, pulamos 24 horas no tempo e estavamos na segunda feira, dia 11 de setembro de 2006, as 11 da manha...

O ruim de tudo isso e que perdemos 1 dia de estadia no Japao por nao pensar nisso. Ja tentamos ate mudar a data de saida, mas nao vai dar muito pe...

Mas tudo bem, estamos 24 horas adiantados no tempo, e temos que tentar tirar proveito disso...

Recuperando a fala

Pouco a pouco vou recuperando a fala. Dificil para mim mesmo acreditar que estou aqui no Japao. Drimcamtru.

Quer saber? Agora vou falar tudo o que deixei de falar esses dias...

12.9.06

Toquio, Amanha.

Sim, estamos no futuro, e nao so porque essa cidade e high-tech. Aqui ja e dia 13 e no Brasil ainda e dia 12, mas ainda nao desobrimos os numero do proximo concurso da mega-sena.

Ontem passamos o dia em Shinjuku e em Akihabara, dois cartoes postais da cidade.

Ja de dia tudo nos impressionava e riamos o tempo todo, quase nao acreditando que realmente estamos aqui. Percorremos as grandes avenidas, mas o mais divertido e caminhar pelas pequenas ruas, todas tomadas por pedestres - os carros quase nao aparecem por aqui. O que diferencia a calcada da rua e apenas uma faixa branca pintada no chao. So nas ruas maiores e nas avenidas e que existem calcadas como as nossas.

No meio de todo esse burburinho encontramos uma especie de jardim. Entre os fundos de varios predios, um caminho de pedestres cheio de arvores e arbustos. Nada muito rebuscado, nao era aquele jardim japones como imaginamos, apenas uma passagem...

Passamos por milhares e milhares de casas de pachinko, uma mania na cidade, junto com caca-niqueis.

A noite nos encontramos com a Akiko e com o Ishii para jantar, e acabamos a noite num clima de Lost in Translation, cantando num Karaoke com vista para Shinjuku!!!

Super Metro

Meu Deus!!! Essa cidade e uma loucura, nem sei bem por onde comecar... por isso pensei no metro, que e uma grande referencia quando se pensa em Tokyo.

Realmente o sistema e impressionante, mas o guia que trouxemos para a viagem (Fodors) nao informa um monte de coisas, que ajudaria muito a nossa compreensao. Entao deixo aqui as informacoes que teriam nos ajudado desde o comeco.

Como eu disse, e um sistema - sao varias redes interligadas, e nao uma unica. O chato e que voce tem que pagar cada vez que troca de rede: Tokyo Metro, Toei Subway, JR, e trem. Quando voce pensa num itinerario e bom pensar se tem que trocar de rede ou nao, para economizar, ja que e bem caro. Ainda nao descobri como se paga para baldear de rede, ou se isso e possivel.

Claro que os moradores usam um passe mensal, entao nao tem muito esse problema. E tambem existe um passe diario, para usar o Tokyo Metro e o Toei Subway, que custa 1000 ienes por dia (120 ienes = 1 dolar).

Outra coisa e que aqui se paga pelo percurso, como tambem ocorre em outros metros, como o de Londres, as distancias maiores custam mais. Um grande mapa, acima das bilheterias eletronicas, informa os valores.

Todas as estacoes, alem de serem identificadas por seu nome, tambem sao identificadas por uma letra (que e a linha) e um numero, p.ex. M18, S03, Z12, etc. Isso facilita muito na hora de descobrir para que lado voce tem que ir. Se o guia informasse esse numero, alem do nome da estacao, seria muito mais facil de localizar um lugar.

Aquela historia dos guardinhas usarem luvas brancas e real mesmo. So que nunca vimos eles "enlatarem" as pessoas dentro de um vagao. Pegamos metro cheio, mas nao tanto assim...

Lost In Tokyo


Pegaram a referencia?

11.9.06

Toquio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Estou sem palavras




10.9.06

Honolulu, 10 de Setembro de 2006


Foi uma pena ficarmos so um dia aqui. Tinhamos certeza de que nosso voo de LA era as 7 da manha, mas na verdade era da noite...

A praia e absolutamente maravilhosa, e relativamente vazia. Claro que isso so acontece porque o verao terminou pros americanos na labour day, entao diminuiu um pouco o fluxo de turistas para ca.

So consigo imaginar como sao as praias do outro lado da ilha, longe do grande centro urbano que e Honolulu... Mas fico pensando se e possivel viajar aqui sem fazer "turismo". Muitas partes da cidade parecem um parque de diversoes, falsas, tudo esta feito para ser "consumido" de uma determinada maneira...

Honolulu, 09 de setembro de 2006


Aloha!
Estamos no Hawaii. Mais precisamente na ilha de Oa'hu, onde fica Honolulu, a principal cidade do arquipelago. Isssaaaa!!!!
Ontem pegamos o nosso voo de Los Angeles quase as 8 da noite. Voamos 5 horas e chegamos as.... 10 da noite em Honolulu. Isso, ganhamos mais 3 horas de vida, e ja estamos umas 7 ou 8 horas mais jovens do que se estivessemos no Brasil.

Nos Estados Unidos, estamos em contagem regressiva para o quinto aniversario dos atentados do 11 de setembro. Revistas, TV, so se fala nisso. No aeroporto, ALERTA LARANJA, e todo mundo tem que tirar os sapatos. Uma equipe do exercito analisa bagagens de mao maiores.

Falando em militares, estamos na ilha onde esta Pearl Harbor, base naval atacadada pelos japoneses na segunda guerra. E o fato eh que os japoneses invadiram novamente o Havai, e dessa vez deu certo. Acho que quase metade dos turistas que aqui estao sao japoneses, e a cidade hoje eh praticamente trilingue: fala o aloha Havaiano, o ingles, e o japones. Toda loja que se preze aqui tem informacoes em ingles e japones. Jornais locais, canais de TV, todos tem sua versao japonesa, e um ja um comercio exclusivo para eles. Uma introducao para o que vamos ver a partir de amanha, na nossa nova fase da viagem.

Por uma distracao nossa, acabamos ficando no Havai menos tempo do que pretendiamos. Chegamos ontem de noite, e vamos embora amanha de manha, e os nossos 2 dias de descanso se reduziram a somente 1 dia completo.

Mas aproveitamos o dia de monte. Pegamos nossas sandalias (havaianas, claro) e passamos o dia na praia de Waikiki, junto com a japonesada. Lindissima praia. Coqueiros, agua DELICIOSA, recifes quebrando as ondas. Nao eh mais bonita nem mais feia do que nenhuma boa praia brasileira, mas com umas pequenas diferencas - a favor e contra.

* A praia era propria para banho. Nao havia nenhum esgoto por perto, e nao encontramos nenhum lixo boiando na agua.

* Nao ficamos preocupados com assaltos, ou arrastoes.

* Nao podiamos tomar uma cervejinha na areia, proibido. Sol, praia... e sem cerveja!

A noite, seguimos como turistas tradicionais.
Pagamos uma grana extremamente turistica para ver o principal show turistico da noite Havaiana - um Lu'au.
Sim, na beira de uma praia mais afastada, um monte de musica, bebida, e comida, mostrando o melhor da cultura tradicional Havaiana. Comida a vontade, direito a alguns drinks... Mas esquecemos de um detalhe: era um show turistico.

Animador no onibus, familias. Um show de coreografias absolutamente americanoide, um simulacro hollywoodiano da cultura havaiana. A comida parecia a de um bandeijao. As bebidas eram doces e diluidas, e vinham em um copo de plastico. Algo equivalente a ir no Rio de Janeiro e ver um show de mulatas. Por vezes parecia que a gente estava num daqueles cruzeiros maritimos, e o tema do show de hoje era o Havai.

Mas no final, nos divertimos sim. Aproveitamos bem o nosso unico dia havaiano. Praia, luau, show americano.



E vamos para a nossa nova etapa. Asia. Goodbye America! Konichiwa Japao!

8.9.06

Verdadeiros Homens Geniais



"Real Men of Genius" eh uma das campanhas publicitarias mais engracadas do mundo. Ha uns 4 anos que a Budweiser homenageia, no radio e na TV, personagens improvaveis, como o "Estilista de Roupas de Roupa Livre" ("Mr. Pro Wrestling Wardrobe Designer"), o "O Inventor do Salsichao Gigante" ("Mr. Foot Long Hot Dog Inventor"), o "O peidorreiro anonimo" (Mr. Silent Killer Gas Passer"), o "Cara que danca muito muito muito mal" ("Mr. Really Really Really Bad Dancer")

O bom foi saber que a campanha continua. Um brinde aos caras que inventaram isso, que eles sao de fato "real men of geniuuuus"

Los Angeles, 08 de setembro de 2006


Ja estamos arrumando as coisas para irmos pro Hawai. Nao vou sentir falta desta cidade, mas muita saudade das pessoas que deixamos aqui, especialmente da Helo e do Gaio, que nao viamos ha tanto tempo e sabe-se la quando passam pelo Brasil outra vez...

Mais uma vez estou triste. Acho que essa tristeza da partida so vai passar quando estivermos no sudeste asiatico, sem amigos, sem pessoas queridas...

Bem, contando um pouco da viagem, ontem estivemos no Getty, um centro cultural espetacular. Deixo minhas dicas para quem vier pra ca no futuro: traga um agasalho, apesar do sol escaldante venta bastante no alto do morro onde esta o Getty. Faca um pique-nique, existem milhares de mesinhas e cadeiras em lugares maravilhosos, com vistas espetaculares da cidade (apesar do smog assustador incluido). Traga um livro, o lugar e pra ficar curtindo, sem pressa, nao e so pra ficar andando loucamente pelo museu.

De la fomos pra cidade, comer, ir na apple store checar emails e nos encontramos com o Gui para assistirmos o novo filme do Woody Allen, tambem filmado em Londres, Sccop. Muuuuito bom!!!

7.9.06

Los Angeles, 07 de setembro de 2006

E... definitivamente nao gostei de LA. Tudo e muito impressionante e tal, mas a cidade e fria (apesar do calor da California).

E muito louco nao ver pessoas andando pelas ruas, ruas desertas no centro da cidade, freeways lotadas com carros de motoristas solitarios, carros estacionados em todas as vagas de uma rua, embora todas as casas e predios tenham estacionamento.

Acho que existem mais carros do que pessoas em LA. E uma boa estatistica, vou procurar confirmacao... Se alguem descobrir, let me know...

E essa historia de nao poder beber na rua e todos os bares fecharem cedo... isso tambem acontecia no Mexico, mas mesmo assim la encontravamos lugares interessantes e nos divertiamos.

Definitivamente, eu nao gostei de LA.

Pequena lista de coisas estranhas sobre Los Angeles e os Estados Unidos

* 90 por cento dos bares fecham antes da meia noite. Uma pequena parte tem autorizacao para funionar ate as 2 da manha. Depois disso, acabou a noite. que saco.

* Nao encontramos nenhuma celebridade. Mas ja vimos uma porcao de loucos de meia idade circulando pelas ruas, cantando, falando sozinhos. Ha uma teoria de que muitos deles sao pessoas que dedicaram suas vidas a tentativa de fazer sucesso, e fracassaram. Nao deve ser facil ser loser nessa cidade.
* A mania de grandeza do americano esta em todos os lugares. Nos pratos de comida, nos carros SUV com rodas levantadas, nas ruas de 25 milhas, nas embalagens tamanho familia.

* Uma coisa muito bizarra daqui eh a publicidade radiofonica. Nao que ela seja boa ou ruim. O engracado eh as mensagens de aviso que os anunciantes sao obrigados a colocar nos spots, por lei. No estilo que existe no brasil os "Se os sintomas persistirem, um medico devera ser consultado" dos anuncios medicos. Certos tipos de anuncio, como os de venda de carro, ou de companhias de seguro. tem avisos juridicos quilometricos. Por isso, ao final do anuncio, os locutores falam esse texto chato o mais rapido possivel, como narradores de futebol de radio AM. O engracado eh quando esse texto nao acaba nunca, e eles ficam por 15, 20 segundo falando um texto juridico como uma metralhadora de silabas.
Anda famoso por aqui um anuncio de TV do Viagra, onde um medico ao final tem que falar sorridente coisas como "Certifique-se que voce tem condicoes fisicas para fazer sexo", e "se a sua erecao durar mais do que 6 horas, consulte novamente o seu medico"

* Que ninguem comia bem aqui a gente ja sabia. Que ha uma epidemia de obesidade a gente tambem ja sabia. Mas eh assustador ver tudo com os proprios olhos. A comida fast-food eh concorrida porque eh muito barata, e oferece uma absurda quantidade de comida (e de calorias, e de gordura). Dizem que Los Angeles, pelo fato de todo mundo viver da sua imagem, tem um indice menor de obesidade. Mas ainda assim, os gordos que nao cabem nos seus assentos sao vistos a todo momento. Triste.

Los Angeles e os carros

Passamos a maior parte dos nossos ultimos dias dentro do carro. E entre tantas idas e vindas, podemos afirmar que Los Angeles e uma cidade feita para carros. Na terra dos carros SUVs e das mega caminhonetes, eh impressionante como a cidade foi totalmente estruturada para os monstros de quatro rodas. As ruas sao quarteiroes quase sempre bem retos, organizadissimas, entrecortadas por avenidas espacosas que seguem por milhas e milhas costurando toda a cidade, e pelas famosas freeways, largas vias de transito rapido que perpassam toda a cidade e levam ate os municipios mais distantes. Algo como as marginais de Sao Paulo, so que muito bem feitas e em numero beeeem maior. Eh algo absolutamente impressionante.

Mas como isso tudo funciona? Por uma simples palavra: disciplina. Toda essa organizacao hierarquica das vias eh mantida por uma enorme disciplina dos condutores no transito. Enquanto nas freeways o transito flui rapidamente com limites altos de velocidade (entre 65 e 85 milhas por hora), nas ruas normais o limite e baixissimo, chegando a parcas 25 milhas por hora. Por isso, o transito naturalmente se concentra nas vias principais e esvazia as ruas menores. Assim, ruas nos bairros mais badalados da cidade podem parecer vilas interioranas, tamanha a tranquilidade, com poucos carros andando beeeem devagarzinho.

Isso tem pros e contras. Se por um lado podemos atravessar a cidade em minutos, e manter a tranquilidade nas zonas residenciais, a concentracao das freeways gera algo que a gente conhece muito - engarrafamentos. Isso acontece principalmente nas saidas da cidade, com o pessoal saindo do trabalho em direcao as suas tranquilas casas afastadas. Como a casa da nossa querida Heloisa que nos hospeda agora, a pouco mais de uma hora da cidade e tranquila como o interior de Minas.

O transito tem outras peculiaridades bem interessantes, que poderiam muito bem ser seguidas pelos brasileiros, e principalmente os paulistanos.

* Aqui o pedestre eh rei. Em toda a cidade, existem linhas sinalizadas no cheo e com luminosos onde esta escrito "PED XING". Ped Xing? "Isso eh chines?" perguntou a Carol logo no primeiro dia. Naao. Eh uma abreviatura criativa de "Pedestrians Crossing", uma faixa de pedestre que nao depende dos sinais vermelhos dos cruzamentos. Se o pedestre coloca o pe ali, o motorista tem que parar, e esperar ele passar sem chiar. Nem tente intimidar um pedestre - se ele esta atravessando a rua no lugar certo, ele eh o dono da rua, e fim de papo. Mas, ao mesmo tempo, um pedestre que atravessa a rua fora da faixa tambem pode tranquilamente tomar uma advertencia de um policial. Regras claras e seguidas militarmente por todos.

* Carro cheio tem preferencia.. Nas highways, que constantemente ficam engarrafadas, existe uma faixa chamada "car pool". Ela eh exclusiva para carros com 2 ou mais passageiros. Imagino que ela foi criada para fazer com que as pessoas se ornagizassem em grupos de carona, e diminuissem o numero de carros na rua. Mas a pratica eh que a car pool e um grande corta engarrafamento para os pouquissimos carros cheios - a faixa fica sempre vazia pelo fato de 90 por cento dos carros da cidade estarem somente com 1 condutor. Chega a ser uma triste metafora olhar para um engarrafamento de motoristas solitarios e uma pista livre para as raras pessoas que conseguem ter uma simples companhia no banco da direita.

* "Baianadas" institucionalizadas. Nas avenidas com semaforos, voce pode furar o sinal vermelho, desde que voce esteja na faixa da direita, nao tenha nenhum pedestre nas faixas e voce queira entrar na rua da direita. Ja para convergir a esquerda, uma velha baianada eh autorizada, inclusive com indicacao de faixas. Voce vai para o meio do cruzamento, espera os carros da contramao passarem, o sinal ficar amarelo e zaz! entre a esquerda antes que o teu sinal fique vermelho e os carros do outro cruzamento cheguem. O pior de tudo e que isso funciona. A disciplina existe ate nas conversoes estranhas.


Uma pena que a cidade seja tao arredia ao transporte publico, com um metro minimo e um bondinho alegorico, que nao servem pra quase nada. Mas, a organizacao que a cidade fez para essa famigerada maquina chamada automovel eh algo que chega a ser assustador.

5.9.06

Los Angeles, 5 de setembro de 2005



Oh my God. Entramos na America. And God really blessed America.
Minha primeira vez aqui. Impressionante.

Confesso que senti o choque. Nao so por estar nos Estados Unidos da America, mas por ter parado em Los Angeles, California. Terra de ostentacao pura, de gente muito rica e de gente que quer ser muito rica. Uma cidade onde todos os lugares ja foram cenario de algum filme famoso.



Alugamos um carro. E ca estamos, entre freeways, boulevards e avenidas. Melrose Place, Rodeo Drive, Sunset Boulevard, Route 66. Qualquer rua aqui e conhecida, em musica, em filme.

Domingo, andamos por Hollywood, no turismo basicoo - calcada da fama, Kodak Theater, Chinese Theater, Capitol Records, etc. Fomos ciceroneados pelo meu amigo de Belo Horizonte, o Gaba, musico, que por hora esta ilegalmente trabalhando de manobrista de um hotel.



Comemos um hamburger gigante e quase passamos mal. Fomos pra praia em Santa Monica.



Encontramos com o nosso amigo de Sao Paulo, o Guilherme, que esta legalmente trabalhando como designer num mega lugar bacana, a Motion Theory .

Nessa onda passamos pelo primeiro drastico choque cultura. Nos Estados Unidos, NAO EXISTE BOTECO! Nem pense em querer tomar uma cervejinha ali na esquina. Nao tem. Se voce nao conhece um bom lugar onde se pode tomar uma cerveja, nao saia pela rua procurando sem saber. So conseguimos tomar uma misera garrafinha em uma lanchonete. Ah, e meia noite ja esta quase tudo fechado. Um ou outro lugar tem permissao pra ficar ate as 2h. E acabou, tchau.

Passamos a noite na casa do Gaba, uma republica com 5 garotos, todos "illegal aliens". Todos com aquela mistura de saudade do Brasil, duvidas sobre o futuro e o deslumbramento de estar nos Estados Unidos e conseguir ganhar a vida ralando em sub-empregos.

Segunda feira, feriado nos Estados Unidos. Era o Labour Day, o dia do trabalho deles. Encontramos o outro amigo de Sao Paulo, o Andre, que veio legalmente estudar musica e ficou estudando e trabalhando de garcon num hotel de Santa Monica. Figura.


Fomos pra Malibu, a um lugar onde, impressionantemente, se podia beber cerveja na praia! Lindo. Passamos a tarde entre cervejas, camaroes e mojitos.

De noite pegamos a estrada. Mapa, numeros, freeways, highways, roads... e chegamos em Corona, uma cidadela a quase duas horas de LA, pra visitar a Heloisa, prima da Carol. Ela estudou Turismo aqui quando garota, conheceu um italiano, casou-se e ficou. Tem greencard, e mora numa casa tipica de filme ameicano, tipo Simpsons. Puro luxo. Estamos num majestoso quarto de hospedes, mas estamos beeeem longe do burburinho de Los Angeles.

Daqui a pouco voltamos pra LA. Vou entrevistar o Gaba para um video que estou fazendo, e vamos pra uma baladinha praiana em Malibu, indicada pelo Andre.

Esta divertido. Indo pra la e pra ca, vendo amigos, vendo lugares. California dreaming...

Acidente!!!

Depois de uma longa viagem de busao, chegamos as 3h15 na Central de Autobuses del Norte, na Cidade do Mexico. Compramos nosso boleto de taxi e saimos para gastar nossos ultimos pesos mexicanos em alguma comidinha, ja que tinhamos uma longa espera ate a hora do voo, que saiu as 7h50 da manha.

Entramos no taxi oficial - o motorista, um senhor estranho, dirigia a 10km por hora dando a volta na rodoviaria por ruas extremamente escuras e desertas...

Na segunda curva um carro vem em nossa direcao, nosso taxista diminui ainda mais a velocidade, quase parando o veiculo, mas o motorista do outro carro nao... chocou-se de frente com a gente. Rapidamente o outro carro engata a re e comeca a fugir, nosso taxista sai do carro e o persegue. Em poucos instantes surgem milhares e milhares de taxistas que cercam o carro e tiram o motorista bebado de la de dentro.

George e eu, paralisados dentro do carro, sem saber o que fazer. Nossas coisas estavam no porta-malas, trancadas. Queriamos sair dali - ouvimos tantas historias sobre gente roubada por falsos taxistas na Cidade do Mexico... Nada acontecera com os carros no acidente, tudo foi muito devagar, e se tudo aquilo fosse uma encenacao para nos roubarem?

Um outro taxista se aproxima para falar com a gente. Outra pessoa vai levar a gente pro aeroporto, mas nos ja pagamos, eu aviso, nao tem problema, nao se preocupe.

O novo taxista vai a milhao, ao contrario do primeiro. Na via expressa se aproxima de um carro de policia e os dois PARAM NO MEIO DA VIA EXPRESSA para que o taxista avise aos policiais sobre o acidente. Varios carros passam voando e buzinando do nosso lado. Ficamos esperando uma nova colisao por tras...

2.9.06

Ultimo dia no Mexico


No final da tarde, pegamos um onibus saindo de Guadalajara de volta a Cidade do Mexico, e dali direto para o aeroporto. Amanha de manha ja estaremos em Los Angeles, Estados Unidos.

Chegaram agora Gilberto e Marcela, que nos hospedaram na capital. Estamos todos juntos agora, para a ultima tarde mexicana. Confesso que, no melhor estilo "novela mexicana", estou bastante emocionado.

Temos outros 9 paises pra visitar. Mas poderia voltar ao Brasil agora, que ainda assim estaria muito feliz com tudo o que passou. Foi ABSURDAMENTE BOM estar estes 11 dias cercado de amigos, velhos e novos, conhecendo lugares maravilhosos, nos entupindo de tequila, mescal e cerveja, comendo comida maravilhosa (sempre com sal, limao e chili), ouvindo um monte de girias engracadas.

Espero sentir isso em cada pais que visitar. Mas digo que, passar uma temporada tao legal quanto a que passamos aqui no Mexico, sera muito dificil.

Perdoem-me o chavao, mas... que viva mexico! Eles merecem.

1.9.06

Confusao no Congresso Nacional

Nesse momento, o bicho esta pegando no congresso nacional do Mexico.
Hoje, 1o de setembro, e o dia em que o atual presidente (Vicente Fox), iria ao Congresso para para fazer um balanco de sua administracao e anunciar que o executivo tera um novo presidente.
Como a eleicao para novo presidente virou uma zona, os deputados de oposicao resolveram subir no palanque e ocupar o congresso, ate que a situacao seja resolvida.
Por isso, o presidente teve que fazer sua declaracao fora do congresso, e entregar o relatorio de sua gestao por escrito, em vez de discusar.
Esse video a gente acabou de gravar da tela da televisao.

31.8.06

Ressaca em Guanajuato, 31 de agosto de 2006





Hoje passamos o dia bundando, uma ressaquinha da balada de ontem...

Depois de nosso relaxante dia no Escondido Place saimos para nos encontrarmos com outros amigos do Ivan, acabamos indo outra vez no Bar Ocho, onde tomamos so uma cervejinha enquanto reuniam-se as pessoas. Tentamos varios bares, mas como ja era meia-noite quase tudo estava fechado.

Fomos para um boteco, uma "cantina", que eles frequentavam na epoca da faculdade, mas que agora ja e bem limpinho e turistico - Bar Tradicional la Luna. Comemos umas quesadillas e burritos de salchichas, tudo regado a limon, sal y chile...

De la seguimos para La Dama de las Camelias, onde os nossos amigos mostraram que tem salsa no pe. O Ivan tentou dancar comigo, mas sinceramente, nao funcionou muito bem... nao sou nada boa nisso.

Contabilizamos muuuuitas cervejas, sem contar o mescal que levavamos numa garrafinha de agua.

Acordamos tarde e fomos tomar cafe da manha numa barraquinha na rua - Gorditas e Tlacoyo com suco de laranja. De la fomos para a casa do Rodrigo para tomar banho, mas acabamos vendo desenhos na TV e cochilando mais.

Agora voltamos do supermercado onde compramos coisas para fazer um jantar aqui no escritorio do Rodrigo e do Miguel, com todo o pessoal que conhecemos ontem.

Comidinhas

Ja descobri qual sera o tema do proximo almoco la em casa: comida mexicana. Talvez possa parecer uma repeticao do chile e guacamole que fiz ha alguns anos, mas e que descobrimos tanta comida maravilhosa e diferente nesses dias que passamos aqui, e tudo e tao delicioso, que vale a pena.

Chegando em Guanajuato paramos para comer e eis que descobrimos a quesadilla de huitlacoche e corundas de queso. Huitlacoche e o fungo que cresce no milho somente nesta epoca, quando chove muito. As corundas sao feitas de massa de milho, envolvidas em acelga, cobertas com creme de leite e salsa verde.

Hummmm...

A Santissima Trindade do Mexico: limao, sal e chile.

San Miguel de Allende, 30 de agosto de 2006

Nossa viagem esta muito estressante. Muitos lugares, caminhadas, bares, amigos, risadas. Por isso, hoje resolvemos relaxar. Saimos com Ivan e Rodrigo e fomos a "Escondido Place", um lugar de aguas termais a menos de uma hora de Guanajuato. Passamos a tarde nadando na agua quente, e depois passamos pelo centro de San Miguel de Allende, uma cidade tambem historica, mas um pouco mais turistica.

Nossa vida esta muito dificil por aqui...

29.8.06

Tequila!


Ontem fizemos o que todos esperam de nos: tomamos um grande porre de tequila. A noite, no centro, bar cheio de gente gritando, cantando, dancando na mesa. Chingon...

Guanajuato, 29 de outubro de 2006


Hoje pegamos a estrada, eu, Carol e Ivan, nosso anfitriao. Acabamos de chegar em Guanajuato, uma cidade historica a umas poucas horas de Guadalajara. Linda.

Estamos num escritorio de arquitetura e arte de uns amigos de Ivan, tomando a primeira cerveja. Ficaremos por aqui uns 2 dias, depois voltamos. Será "chido".

28.8.06

Guadalajara en un llano...

Mexico en una lagunaaaaaa...

Ontem, no mercado de guadalajara, provamos a Tuna que e cantada nesta musica, que e uma fruta de um cactus. Descascada parece um pouco com um kiwi, mas com um tom mais claro de verde... A casca pode variar de um verde claro a um rosado, e e cheia de espinhos...

Tambem provamos um sorvete de tequila e uma bebida feita de milho fermentado, que nao lembro do nome, pois nao gostei do sabor. Depois provamos umas balas de tamarindo e de arrayanes.



Seguimos para a Plaza de los Mariachis, onde tomamos algumas cervejas ao som desses musicos - que algumas vezes disputavam nossos ouvidos, tocando ao mesmo tempo.

Voltamos para casa e continuamos a comilanca com cositas que compramos no mercado. O Ivan nos preparou uma pie (torta) de chiles poblanos com panela, outro falso cognato, trata-se de um queijo. Com a massa que sobrou da torta, fizemos umas empanadas de romeu e julieta, mas que acabamos comendo so hoje de manha, no cafe, pois nao sobrou espaco...

Entao para o gran finale da noite, assistimos a uma magnifica obra de arte chamada Napoleon Dynamite. Maravilhoso, todos tem que assistir esse filme um dia!!!

Celebridades improvaveis da internet

Edgar esta para o Mexico assim como Jeremias esta para o Brasil.

Sonho

Esta noite sonhei que o Tato tinha uma filhinha, e ela ja estava com uns 2 ou 3 anos. Era bem morena, com cabelos negros e compridos, muito fofa e extremamente inteligente. Seu nome comecava com BE mas nao lembro como era...