3.11.14

Primeiro dia do segundo mês

As duas últimas semanas foram as mais intensas da minha experiência de maternidade desde 6 de fevereiro de 2009. Foram semanas de férias escolares aqui na França e ficamos eu e as crianças nos aventurando por ai. Não tinha George, não tinha avós, não tinha a tia Rosa, nem um vizinhozinho que me desse três minutos de sossego para ir ao banheiro em paz… Por isso não deu pra escrever uma linha sobre como têm sido os dias por aqui. Mas foram semanas deliciosas, primeiro pelos lugares maravilhosos que visitamos, depois porque confirmei que eu e as crianças precisávamos desse tempo. E confirmamos que Rennes foi uma escolha muito acertada como destino. Como a cidade é pequena e tranquila, as crianças andam pelas ruas e eu não fico o tempo todo estressada, correndo atrás e segurando a mão. Embora elas não cruzem nenhuma rua sem me dar as mãos, se elas cruzassem os carros parariam - isso quando um carro cruza uma rua por onde passamos, às vezes sinto que estamos num filme de ficção científica e que apenas nós sobrevivemos a um grande cataclismo, quando andamos pelas ruas do bairro. Mas isso muda quando chegamos na pracinha, é lá onde os sobreviventes se encontram. A Irene vem correndo me perguntar, como é mesmo que diz se eu posso brincar com ele? Je peux jouer avec toi? O Paulo sempre tímido: só se você for comigo… Fizemos muitos passeios pela redondeza: Dinard, a praia mais próxima, onde fizemos um passeio por um caminho entre as pedras, sob mansões do século retrasado. Vitré, uma cidadezinha com um castelo medieval incrível, do tipo que a gente constrói quando está na praia (mas o mais gostoso foi passear pela cidade e fazer pique-nique no parque). Paimpont, onde fizemos nosso passeio pela Brocéliande (embora minha expectativa fosse mais floresta, mas não existe opção de passeio por aqui sem carro). Josselin, outro castelo - e nesse pudemos entrar -, mas achei tudo menos interessante que em Vitré. Os meus investimentos em Asterix se pagaram em La Roche aux Fées, quando as crianças caminharam mais de 3km em cada sentido para chegar lá… Tudo salpicado por passeios aqui na cidade e muitos pique-niques. Pique-nique é fantástico, pois é barato, gostoso, saudável e divertido. Outro investimento que se pagou muito rapidamente: minha toalha de pique-nique da Decathlon por 9,90 euros… Hoje foi o primeiro diz de aula das crianças na escola nova. O diretor da antiga ligou para a diretora dessa e arranjou tudo. Enquanto antes tínhamos que andar 20 minutos de ônibus, agora andamos apenas 2 quarteirões à pé (o que nem daria para chegar até o ponto do ônibus, a três quarteirões). Anteontem teve uma festinha na casa dos meus anfitriões, pela primeira vez em semanas pude interagir com “gente grande”, inclusive com uma bailaria que já esteve no Brasil e se apresentou, adivinha onde? No Sesc Pompeia… Ha, mundo pequeno!!! E nesses dias tenho acompanhado de perto, grudada na tela no lap moribundo, as loucuras ai no Brasil. Olhando de longe dá um medo… Só o Haddah Tranquilão dá um sossego na minha timeline do FB. No mais, muita saudade de casa, do maridón, dos amigos, e de carne - não necessariamente nessa ordem. Mas é muito gostosa essa viagem em outro ritmo, que não é o de turismo, nem mesmo aquele que estamos acostumados a fazer que é mais de “viajante” do que de “turista”.

7.10.14

Escrevo por cobrança do meu pai... O vôo foi relativamente tranquilo. Era cedo, saiu às 15h30 e durou 10h30, ou seja, para o horário do Brasil chegamos às 2h da manhã. Então, apesar das crias terem dormido (e eu revezado as duas entre o chão e as poltronas), eu não dormi nada. Insônia, ansiedade, you name it, assisti a um monte de filmes... Chegamos uns 20min antes do previsto, mas o trajeto é longo: passamos por um primeiro controle informal de passaporte já na saída do avião. Corredores e corredores e escadas rolantes, finalmente chegamos na imigracão de verdade. Sem antes passar para fazer um xixi, é claro. Mais uns corredores e chegamos nas esteiras das bagagens. Chegou rápido, ou melhor, demorou tanto para eu chegar lá, que as bagagens chegaram antes. Estratégia, talvez? Depois que saímos mais um monte de corredores intermináveis até chegar no lugar onde eu já tinha deixado um carro reservado. Uma fila enorme, mas a burocracia foi rápida. Nos deram um carro super chique, as crianças ficaram impressionadas, "nossa, esse vai ser nosso carro na França?", "não, é só por um dia..." Então começou a segunda viagem. Atravessar Paris foi um trânsito infernal para alguém, como eu, que não está acostumada a pegar trânsito algum. Mas mesmo assim incomparável com São Paulo... Depois de 1h15, cruzamos a cidade e entramos na estrada para mais 3h de viagem. Lembram que eu não tinha dormido nada? Imaginem, agora, como eu estava com sono. Parei várias vezes. Tirei um cochilo de 15min (mas não consegui dormir, se não teriam sido horas), lavei o rosto várias vezes, finalmente chegamos em Rennes com 1h30 a mais do que o previsto... Passamos num shopping e compramos um chip para meu celular. Ainda bem que pedi o carro com GPS, eu dava voltas e voltas e ficava perdidinha... Ou na verdade o problema era estar de carro com GPS porque agora, caminhando e andando de ônibus, entendi muito melhor a cidade, já estou me localizando super bem. Nos instalamos e limpei uma boa parte da casa, porque limpar aqui tem outro significado que não é o mesmo que no Brasil. Agora é simples, mas é limpinha, porque antes era simples, mas parecia limpinha. Aliás eu sempre disse, mas agora tenho toda a certeza dentro do meu coração, de que não me importa a minha casa bagunçada, porque ela é bagunçada, mas ela é limpa. Me incomodaria se ela fosse arrumada, mas fosse suja. Eu lambo o chão da minha casa - caiu, pode pegar e comer, sem problemas, garantido. Enfim, agora ela é simples, mas é limpinha. Crianças tomaram um banho frio, porque a Irene deu aquele jeito no aquecedor da água, foram para cama e capotaram. Mas eu capotei antes. Depois conto mais, que o post já está muito longo...

Postado por esCAROLa, diferente do que diz ai abaixo.

11.4.12

Barbados, último dia

Tranquilidade do último dia. Nosso vôo era somente às 22h, então tínhamos todo o dia antes de viajar.

Uma prainha básica de manhã, check-out ao meio dia. Tínhamos ainda a tarde livre antes de ir ao aeroporto, então contratamos os serviços de Harold, um taxista boa praça que conhecemos no dia anterio. Harold foi talvez o único que não nos nos quis se aproveitar do fato de sermos turistas.



A idéia era que ele nos levasse por um passeio pelas partes mais afastadas e menos turísticas da ilha. Enquanto dirigia, Harold fazia as vezes de guia, falando um pouco do país e mostrando um pouco do que víamos na estrada.

Fomos inicialmente à caverna Harrison's Cave. Uma caverna bem da grande, e com uma excursão muito bem montada para o turismo. Irene se divertiu. Paulo odiou e chorou horrores.

Gruta Harrison's Cave

Próxima parada, uma casa-museu, que tenta mostrar como era a Barbados colônia. Basicamente, cada cômodo da casa era um repositório de coisas antigas, misturando objetos de épocas diferentes sem lá muito critério. Mas interessante.



Próximo a uma igreja, vimos uma boa panorâmica da cidade.

Pânorâmica



Sem mais, voltamos ao hotel e tomamos um último drink antes de irmos ao aeroporto e pegar nossa viagem de volta, pela madruga.

Último drink

Foi ótimo. Boas lembranças guardaremos de Barbados.

1.4.12

Bottom bay - excursão antropológica


Bottom bay é uma praia que o nosso guia classifica como "the quintessencial caribbean beach", ou seja, é referência, tínhamos que ir. Só que o taxi custava uma nota, R$70 cada perna, então decidimos ir de ônibus. Geralmente, em nossas viagens desfilhados, sempre tomamos ônibus, aliás, preferimos! É nossa experiência antropológica, locomover tal qual os locais, ver a vida como ela é, viagem e não turismo. Mas com dois pequeninos, carrinho, máquina fotográfica, mega bolsa com fraldas, frutas, suco, lanchinho, almoço e às vezes janta, fica difícil entrar em ônibus mesmo em SP, onde já sabemos nos locomover bem... Mas como o orçamento já estava estourado, essa virou nossa "excursão atropológica" em Barbados. Já no hotel, quando pedimos orientação de como chegar, nos olharam estranho, não sabiam o que responder, avisavam: vocês terão que atravessar a rua duas vezes! (num lugar que os carros param quando vc está na faixa). Pegamos um ônibus, fomos até Oistins, que era a 3 paradas dali, aproveitamos e compramos água no supermercado. Caminhamos até o Bus Depot e pegamos o Sam Lord's Castle, que nos deixaria perto, mas ainda teríamos que caminhar. Dentro do ônibus pedi informação a uma senhora que sentava atrás de mim: com um sotaque 90% indecifrável consegui pescar (mais pelos gestos do que pelo léxico) desçam aqui, virem à esquerda e logo à direita. Mas um cara que desceu no mesmo ponto disse, "não, venham por aqui, tem um atalho". Seguimos com o cara, num momento nossos destinos se distanciavam e ele mostrou: "vejam o mar, a praia é ali". Seguimos a indicação e o horinzonte: o mar era nossa referência. Mas a rua acabou, um outro cara, trabalhando sozinho com um trator numa construção, reforçou: "a rua faz uma curva, sigam por ela e vocês chegam na praia, olhem o mar". Continuamos até chegarmos no mar, mas num despenhadeiro, não numa praia. Que ódio, se você não sabe, não dê informações, ainda mais erradas para pais com duas crianças pequenas. Caminhamos muito, caminhamos sob o sol do caribe que, mesmo com protetor fator 70, queima pra caralho. Voltamos para a estrada e tomamos o caninho indicado pela senhora, não longe dali estava a entrada oficial para a praia, se tivéssemos seguido a orientação dela, e não o "atalho", já estaríamos na praia!!!! Enfim, chegamos, depois de uma mega escadaria (com dois pequeninos, carrinho, máquina fotográfica, mega bolsa com fraldas, frutas, suco, lanchinho, almoço e às vezes janta)... Uma praia bonita, mas que depois disso tudo, não tinha uma cerveja nos esperando!
Bottom Bay Beach
Passamos a manhã por lá, quando deu umas 14h começamos a voltar. Caminhamos de volta até a rua principal, chegamos num ponto de ônibus que não tinha uma sombra...
Esperando o busão
resolvemos começar a andar para ir até aonde tínhamos descido na vinda, pois lá tinha um barzinho e assim que começamos a caminhar passa um ônibus. Tentamos voltar o mais rápido possível até o ponto, mas sem muita esperança de conseguir! Mas além dele parar onde estávamos para nos atender, a cobradora ainda desce para nos ajudar com nossa montanha de coisas. Existem ônibus públicos e privados em Barbados, na vinda viemos com o público: um ônibus muito bom, sem cobrador, vc precisa entregar o valor certo para o motorista, uniformizado... na volta o ônibus era privado, meio detonado, com um som bombando, lotadaço. Chegou num cruzamento, vi a plaquinha dizendo Oistins para a direita e, claro, ele virou para a esquerda. Fomos até Bridgetown, paramos para almoçar por lá e depois pegamos um taxi de volta ao hotel. Apesar de qualquer um imaginar o contrário, esse foi meu dia preferido da viagem, pois foi viajar como eu gosto, como eu acredito, não como é feito para turista ver.
No busão

31.3.12

Coisas estranhas de Barbados

- Não há calçadas. Se achávamos um horror andar nas calçadas esburacadas no Brasil, em Barbados em vários pontos elas simplesmente não existem. O pessoal constrói suas casas até a beira da rua, com seus murinhos, e pronto.

- Taxistas sem taxímetro. Táxi aqui é caro pra dedéu. Mas o pior mesmo é ter que combinar preço a cada viagem. Ontem, voltando do jantar, já de noite, um cara pediu um preço abusivo pra levar-nos para o hotel. O que fazer? Não tínhamos opção senão engolir seco e aceitar o absurdo.

- Quem converte não se diverte. Os preços aqui são para os turistas ingleses. Melhor não pensar mais nisso e curtir a praia.

A epopéia de George em Miami

Barbados, quinta feira, 4 da manhã. Eu, George, acordo e me levanto na ponta dos pés, tentando não acordar as crianças.

Peguei uma mochila vazia e às 4:20 da manhã eu deixei o hotel e minha família e entro num táxi em direção ao aeroporto de Barbados, onde pegaria meu vôo para Miami.

Como assim, você fugiu no meio da noite e largou a família?

Claro que não.

Marquei esse vôo ainda no Brasil. Pra quem não sabe, a diferença de preços de produtos eletrônicos no Brasil e nos EUA é tão abissal que mesmo a diferença na compra de pequenos produtos pessoais, como iPod e iPhone, já compensa a viagem. Então, já que estava no meio do caminho, armamos de fazer um "bate e volta" em Miami para fazer rápidas compras pessoais.

O vôo sairia de Barbados às 6:40 da manhã, e eu pegaria o vôo de volta quase 12 horas depois, às 6:20 da tarde. Tempo de sobra pra fazer compras, né?

Que nada! Acredite você que acabei de sair da visita mais rápida e corrida a um país que já ouvi falar.

Vá acompanhando as emoções.

O vôo Barbados-Miami durou 4 horas e 20 minutos. Portanto, só cheguei às 11h.

Lá pelas 11h10, lá estava eu na MOSTRUOSA fila da imigração. Minha nossa senhora, um mundaréu de gente querendo entrar. Loucura.

Escolhi uma fila e esperei. Esperei. Esperei. Só fui atendido quase 1 hora e meia depois. Mas, ufa, entrei.

Logo na saída do aeroporto, achei o ônibus faz a rota em direção a Miami Beach, que era aonde marquei de fazer minhas compras. Cheguei no ponto e já tinha um ônibus saindo, mas não pude pegar: eles não dão troco, só aceitam pagamento trocadinho. Como não tinha os 2,35 certinhos na mão, tive que descer e comprar um cartão diário numa maquininha. Atraso.

Entrei no ônibus seguinte. 15 minutos depois o ônibus chegou… no lugar errado. Aquele não era o ônibus pra cidade, e sim um "shuttle" que levava à estação de trem. Ô cabeça! Voltei. Atraso.

Peguei o ônibus certo finalmente e cheguei em Miami Beach por volta das 14h. Como tinha que estar no aeroporto de volta às 16h20 (pra pegar o vôo das 18h20), restava-me menos de 2 horas pra fazer as tais compras.

Parei numa bela rua de pedestres chamada Lincoln Road. A rua começa na praia e tem um comerciozinho turístico nas pontas e lugarzinhos pra sentar e beber no centro. Charmosinho.

Corri para a Apple Store, que ficava ali mesmo. Um dos váários vendedores logo me atendeu, e em poucos minutos já tinha tudo na minha mão pra fazer a compra. Apple store, que lugar genial.

O único problema é que…. meus cartões não passaram!

Sim, sim, antes de viajar, no Brasil, conversei com a minha gerente, liberei o cartão para uso internacional, chequei meu limite, chequei meu saldo. Fizemos também um cartão "travel money", somente para isso. Plano A e Plano B. Tudo certo, mas só na teoria.

Que tal viajar horas e horas e não fazer as compras, hein?

Desesperado, corri (literalmente) até um caixa eletrônico tentar sacar o dinheiro. O limite de saque era limitado, e seria obrigado a fazer várias vezes o processo. Na terceira vez, o cartão não aceitou mais. Ainda faltava dinheiro. Corri ao telefone e tentei ligar para o número de atendimento do banco para os EUA. A atendente americana, tão solícita quanto inútil, me informou que nada podia fazer e eu tinha que ligar no Brasil pra resolver.

Como o stress acelera o tempo, já chegava a hora de voltar pro aeroporto. E eu ainda estava de mãos vazias.

Voltei à loja cabisbaixo, com as notas que saquei do caixa eletrônico, já pensando em comprar só o que desse com o meu dinheirinho. Mas antes, que tal tentar passar o cartão só mais uma vez?

O cartão passou.

15h30. Ainda consegui passar em uma outra lojinha ali do lado e comprar uma outra coisinha. O dia estava salvo.

16h. Tinha que estar no aeroporto em 20 minutos.

Resultado: saí correndo de Miami sem sequer ter visto a praia, sem ter parado sequer pra tomar um café. Peguei um táxi.

Eis que o caminho do aeroporto estava ENGARRAFADO! Me senti em SP, na Marginal Tietê.

O trajeto que dura 15 minutos normalmente, eu fiz em 50 minutos. Cheguei em cima da hora, e ainda peguei outra fila monstruosa pra checagem de segurança.

Cheguei no portão de embarque 30 minutos antes do vôo, ou seja, em cima da hora.

Surpresa: "ainda não começamos o embarque".

Opa, bora pegar uma muambinha duty free ali do lado?

- Não posso vender par você, porque já passou da hora do embarque em seu cartão, sou proibida de vender duty free pra você.

Ok. Bora pro avião, e pegar mais 4h20 de viagem, meia hora de carro até chegar no hotel, com todo mundo dormindo. Esperando que tudo tenha rolado bem com a Carol e as crianças.

Saudade da família, saudade das minhas férias.

Barbados, quarta-feira, dia 4: Sandy Beach



Fomos a Sandy Beach, uma boa praia. Alguns recifes a frente cortando as ondas, formando uma piscininha boa para as crianças. E a água verdinha de "comercial de Prestígio", claro.

Mas aqui sacamos a grande diferença entre as praias do Brasil e as daqui:

Barbados não tem botequinhos de beira de praia. Um cara até nos alugou um banquinho, mas só: não vendia peixinho frito, nem cervejinha, nem água de coco, nem nada. Aqui tudo existe em função dos hotéis e resorts, e há pouco espaço para a "livre iniciativa". O pessoal chega, pega um sol na praia e vai comer e beber no hotel, ou em restaurantes.

Confesso que prefiro o jeito brasileiro de curtir a praia (exceto a música alta - que aqui é proibida!)


No Michel Teló, please!

Barbados, terça-feira, dia 3: Bridgetown



No terceiro dia de fato em Barbados, tiramos a tarde pra conhecer a capital de Barbados, Bridgetown.

Barbados é uma ilha minúscula, 300 mil habitantes. A capital, portanto, é beem pequena.

É tipo um mini centro de Recife, só que com arquitetura inglesa. Um riozinho central, e um centrinho histórico bem básico em volta. Em pouco tempo rodamos basicamente tudo, o parlamento, a igreja, a ruazinha dos souvenirs. Um pouquinho mais para os lados, um comérciozinho local bem tímido. E acabou.

Achamos num parquinho pra brincar um pouco com as crianças. Saímos por volta das 17h. Pra nossa surpresa, estava tudo fechado. Tudo mesmo. Um fenômeno: em poucos minutos a capital de Barbados se transformou em uma cidade fantasma.

Perguntamos pra um pessoal indo embora se havia sequer um lugarzinho pra gente jantar. Não tinha. Às 17h tudo fecha MESMO.

O jeito foi pegar um taxi e irmos a um restaurante indicado no guia, o Brown Sugar.

Ótima pedida. Espaço gostoso, lugarzinho pras crianças e, principalmente, a melhor comida que comemos na viagem. Anotem.

29.3.12

Dia single

O george ainda nao chegou, hoje ele foi ate Miami fazer compras e eu fiquei solita com as criancas. Pela manha fomos na praia aqui da frente do hotel. Acabei esquecendo os brinquedinhos para areia, mas nao dava pra voltar pro quarto pra pegar, acabei inventando duzentas brincadeiras para entreter os dois. So consegui a baba para a tarde, por sorte os dois dormiram ao mesmo tempo e bastante! o george chegou!

27.3.12

Fotos

Por questões tecnológicas, só poderemos postaras fotos que estamos tirando na sexta feira. Aguardem. Bem, tem essa aqui que tirei enquanto escrevia.
Abraços

Barbados dia 2

O dia quintessencial de uma viagem ao Caribe.

De manhã, uma bela praia (chamada Miami Beach, daqui uns dias vcs perceberão a ironia disso). Aguinha verdinha, solzão. Várias fotos para screen saver.



De tarde, piscina do hotel. Vida difícil.

Hotel

De noite, jantar num restaurante italiano.

9 e pouco da noite, todo mundo na cama, afinal a programação foi muito puxada, né?

26.3.12

Barbados facts

* Pessoal muito gente boa. São desses que cumprimentam todo mundo que cruza com você na rua, seja conhecido ou não.
* Estamos hospedados no quarto 318, que fica no... segundo andar. Vá entender.
* 1 dólar americano = 2 dólares de Barbados. Ou seja 1 dólar de Barbados = 1 real brasileiro. Facilitou as contas.
* Sabe aquela propagandas que mostram a água do caribe límpida e quase verdinha? É verdade. Coisa linda.
* Gentem, cuidado com a Decolar.com Fizemos nossa reserva por lá, recebemos confirmação e o hotel não recebeu nada.Quase azedou nossa estadia, mas no fim tudo se resolveu.

Caro caribe

Hoje nosso dia começou tranquilo, as crianças acordaram por volta de 7h15, o que, considerando o fuso, tá ótimo! Tomamos nosso café da manhã e fomos pra praia. Ontem à noite a última coisa que fiz foi olhar a previsão do tempo: chuva. Não deu outra, choveu. Durante uns 2 minutos e nem assim o sol desapareceu! A praia é de tombo, as ondas fazem barulho, mas perdem a força rapidamente. A Irene ficou um pouco assustada, mas rapidamente já pulava as ondas e um pouco depois já estava deitada esperando a próxima vir... Enquanto voltei com o Paulo para o hotel ver no que dava a nossa reserva desaparecida, o George e a Irene continuaram no mar. Como ainda não tinham resposta, fui até um supermercado comprar cositas para abastecer nosso frigobar. Como as coisas são caras! Tá certo, eu já imaginava que seria assim, uma ilhota no meio do mar, pouca gente, mas nem tanto...

25.3.12

Banksy

Barbada!

Depois de, sei lá, 6 horas de vôo, chegamos em Barbados! O bafo deixa as janelinhas do avião embaçadas, descemos direto na pista e vamos andando até o trio imigração-bagagem-alfândega. O aeroporto é super bacana, mas a essa hora da noite todos nos atendem com uma cara de mau humor. Pegamos um taxi-van e seguimos para o nosso hotel. "Olha, Irene, aqui em Barbados eles dirigem do outro lado, lá no Brasil aquele é o banco do passageiro, não é"? A estrada do aeroporto é pequena, mas lisinha, me pergunto se será assim na ilha toda. A resposta veio rápido, ao entrarmos numa segunda: não, elas são remendadas, mas parecem melhores do que as nossas. Enfim, chegamos no hotel, exaustos, o taxista não tem troco, então combinamos dele nos levar de volta ao aeroporto e acertamos na volta. Check-in - nossa reserva não aparece. Já falei que estamos exaustos? 6 horas de vôo com duas crianças pequenas? Eles deixam uma autorização de cobrança e nos dão um quarto, amanhã verão o que aconteceu com a reserva. Agora estamos tomando umas Banks no nosso terraço, que compramos num karaokê aqui do lado! Du caribe!!!!

3.11.09

Coisas interessantes sobre Berlim

* Uma coisa custa 1,99 e você dá 2, eles te devolvem 0,01 de troco.

* Você tem que apertar um botão pra abrir a porta do metrô. Se você fica lá parado a porta não abre e você dança.

* O metrô não tem catraca, nem nada pra barrar sua passagem. Você entra na boa e eles simplesmente assumem que você pagou a passagem. Tá, de vez em quando uns caras ficam conferindo se você está com a passagem, mas nessa vez não vimos ninguém. Já pensou esse esquema no Brasil?

* O alemão tem obsessão pela reciclagem de garrafas. Em todos os supermercados existem máquinas de reciclagem, que são espécies de máquina de Coca-Cola ao contrário, onde você coloca suas garrafas vazias (de cerveja, de água, do que for) e eles te reembolsam um dinheiro, algo entre 10 a 15 centavos por garrafa. Ou seja, todo alemão é um catador de garrafa. Genial.

* Você não precisa fazer ginástica em Berlim. Além de subir escadas de metrô todo o tempo, boa parte dos prédios não tem elevador. Tanto o nosso apartamento quanto o da Camilla eram no terceiro andar, mas com um pé direito alto que fazia equivaler ao quinto andar. Imagine a gente subindo e descendo 5 andares todos os dias com a Irene no carrinho. Tivemos que tomar muita cerveja pra compensar toda essa canseira...

Hannah nasceu

Pois quis o acaso que, faltando 5 dias para acabar nossa viagem, o real objetivo pra ela acontecer foi atingido: conhecemos a Hannah, filhinha da Camilla e do Dirk, e primeira priminha da nossa Irene.

Sim, a Hannah enrolou um monte pra sair. Não bastasse sair 10 dias depois de completar os 9 meses, ela ainda demorou 25 horas no hospital pra conhecer o mundo, mesmo depois da mamãe Camilla tomar várias doses de remédios para indução ao parto.

Mas lá está ela, Hannah, saudabilíssima com seus 3.6 kg e 53 cm. Agora podemos ir embora.

27.10.09

Nosso quarto


Nosso quarto
Upload feito originalmente por ireneribas

Berlim sem turismo

Nessa fase da viagem, não queremos fazer turismo, estamos aqui para esperar a Hannah nascer. Tanto que alugamos uma casa normal, e então temos que cozinhar, lavar roupa, louça, e tudo mais. Está tudo ótimo.

Olha como é uma manhã sem turismo.

8 horas:
Irene nos acorda.
Mamãe amamenta Irene.
George dorme mais um pouquinho.

9 horas:
George levanta e brinca com a Irene.
Carol dorme mais um pouquinho.
George lava a louça e olha a Irene.
Carol acorda.

10 horas:
Fazemos chá para a Irene. Em seguida, vaporização e cochilo.
George toma banho.
Carol põe roupa pra lavar.

12 horas:
Irene acorda.
Almoço da Irene.
Colocamor roupa de frio e saímos pra andar um pouco. Um pouco de turismo, ok, vai...

25.10.09

Viajar com bebê - novas impressões


Dá trabalho? Cansa?

Lógico que dá. Mas pensem com a gente: ficar com a Irene em São Paulo também dá trabalho e cansa. Então por que se podar? Aliás, viajar de casalzinho, sem filho, também dá trabalho e cansa à sua maneira. Mas tudo sempre compensa, né?

Coisas ótimas para uma viagem com bebê:



* Bercinho desmontável:

O treco pesa 10 quilos, mas a gente montava e desmontava em 30 segundos, e fazia nossa fillha dormir tranquila sempre no mesmo lugar, seja em quartos alugados ou em hotéis. Segurança total que não tem preço.

* Piscininha inflável de bebê:
Sabe aquelas bóias bregas que formam uma piscininha pra bebê e que você compra no sinal de trânsito? Pois ela vira a banheira mais mão na roda do mundo. Era só assoprar um pouquinho e ter uma banheirinha de tamanho ótimo pra dar banho na Irene tranquilamente. Coloque ali nossos 2 brinquedinhos do "Procurando Nemo" que ganhamos em algum McLanche feliz e pronto, banhos felizes todo dia.

* Carrinho de bebê:
as companhias aéreas são obrigadas a levar carrinhos de bebê sem custo adicional, portanto isso nunca conta como excesso de bagagem. Irene ia tranquila e sentadinha até a porta do avião, e só ali entregávamos o carrinho, pra pegá-lo logo ao final do vôo.

Mas o carrinho tinha uma função importante: ali, Irene via a cidade, dormia, acordava, dormia, acordava, e só tirávamos ela de vez em quando pra dar uma brincada, ou para as trocas. Empurrar um carrinho com certeza é mais fácil do que carregar os 8 quilos da Irene. Sim, os paralelepípedos e as escadas eram obstáculos chatos, mas duvido que teríamos feito tanta coisa levando a Irene nas costas, ou nos braços. O sling que levamos usamos pouquíssimmo.

Ah, além disso a parte de baixo do carrinho serve pra carregar coisas, então ali deixávamos nossas compras, e outros cacarecos mil, que iam ser um saco levar em mochila.

* Capa de chuva do carrinho de bebê:
Em Estocolmo não choveu, mas o vento era tão frio que a capa de chuva virou um corta vento perfeito pra ela, e funcionou perfeitamente. Em Riga choveu de leve, e aí outra vez a capa de chuva salvou o dia da nossa pequena.

* Baby Wipes:
Pra limpar a bundinha suja da Irene em lugares inóspitos, baby wipes. Pra limpar a mão dela quando ela anda em terrenos desconhecidos, baby wipes. Pra limpar a mão do papai depois de limpar a bundinha suja da Irene, baby wipes. Não saia de casa sem ele.

* Sair de casa com todas as refeições na bolsa:

Mamadeirinha pequena com um chazinho ou suco pro lanche da manhã, a papinha do almoço num potinho, a mamadeira de leite da tarde já com o pozinho, a fruta pro lanche da tarde, e a outra papinha pra janta. Em bolsa de mulher cabe tudo isso numa boa e muito mais até. Tendo tudo à mão era só parar nos cafés e botecos que apareciam e pedir pra esquentar a comida ou colocar água na mamadeira. Além de, claro, tomarmos uma cervejinha, pois estamos de férias e merecemos .

24.10.09

Dia 13 - Itália - Bergamo


Na Itália é assim: qualquer calçada que você pisa com certeza foi construída há uns 600 anos pelo menos.

Se é assim então, seguimos a dica do nosso amigo Erik (aquele, lá de Estocolmo) e fomos passar um dia em Bergamo, cidadezinha histórica que fica a mais ou menos 1 hora de Milão.

Passar um dia em Bergamo é como sair de Belo Horizonte pra passar um dia em Ouro Preto. Você sai da metrópole e passa um dia numa cidade histórica totalmente construída nas montanhas, com direito a uma muralha que protegia toda a cidade alta.

Ótimo programa: apesar dos onipresentes paralelepípedos, que nos perseguiram por toda a viagem, nada como passar um dia de sol numa cidadezinha tranquila, comer comida italiana original no almoço, no lanche e na janta, e parar de vez em quando pra ver uma vista maravilhosa.

Programa perfeito. No início da noite estávamos em Milão novamente (apesar de termos pego um trem imundo e fedido na volta), pra novamente no dia seguinte desmontar berço, arrumar mala, fechar conta de hotel e ir pra aeroporto.

Destino final. Berlim. Hannah nos espera.

21.10.09

Dias 09, 10 e 11 - Itália - Milão


Em tópicos:

* Acordar, fechar malas, desmontar bercinho, pegar passaportes e correr pro aeroporto. Pela quarta vez em 10 dias, lá estávamos voando para um novo país. O destino da vez: Itália.

* Em 1990, a adolescente Carol passou um ano morando aqui com a família. Nunca mais tinha voltado. Mas certas coisas são como andar de bicicleta, e já de começo ela foi se lembrando de desempoeirar sua antiga fluência em italiano. Sorte minha, por que todo italiano fala um inglês sofrível e minha comunicação com eles era sempre precária.

* Sair da escandinávia e cair em um país latino é como voltar a sentir um pouco de Brasil. Os italianos, assim como os brasileiros, adoram uma zona. E chegando já começamos a ver as filas confusas, as discussões de trânsito, os carros estacionados na calçada, os vendedores pechinchando, enfim, a malandragem que tanto conhecemos.

* A temperatura também ajudou. Nada como descer 2 horas de avião em direção ao equador. Enquanto na Suécia e na Letônia a temperatura ficava entre os 5 e 10 graus, fomos recebidos em Milão com impressionantes 18 graus. Durante o dia a temperatura foi caindo até os 13 graus, um frio tipo BH ou São Paulo. Mas nada como sair de casa só com 2 blusas de frio, e não 3.

* Milão é uma cidade bem bonita, mas também é uma cidade bem cheia. Não chega a ser absurdo como no Brasil, mas em todo lugar víamos muitos carros na rua, apesar do charmoso atenuante que a grande maioria dos veículos são modelos minúsculos, como o Smart, o Mini e o Fiat Cinquecento, carangas tão pequenas qje fazem o nosso Uno Mille parecer uma Land Rover. Além de, claro, as indefectíveis motos Vespa. Apesar de não ser uma cidade movida a bicicletas e metrôs como as melhores cidades da Europa, eles tem um sistema de transporte público baseado em bondes que funciona muito bem, e um trânsito ainda muito menor do que qualquer metrópole brasileira. Se tem uma coisa que não dá saudade de São Paulo é o trânsito, né?

* A falta que um guia nos faz. Tanto na Suécia quanto na Letônia tínhamos um guia "Lonely Planet" sempre à mão para nos dar dicas. Simplesmente esquecemos nosso guia da Itália no Brasil, o que nos obrigou a nos virarmos com mapinhas fraquíssimos comprados nas bancas de revista. Guias do Lonely Planet, não saiam de casa sem ele.

* Milão é a capital mundial da moda. O centro de Milão é como a matriz da Oscar Freire, com lojas de grife uma ao lado da outra. Mas há um problema: o italiano é um brega por excelência, e apesar de todo o tempo vermos pessoas vestidas com roupas caras e óculos escuros gigantes, a breguice do italiano e da italiana transcende o preço do figurino. Desculpem, italianos, mas os suecos tem muito mais estilo do que vocês.

* Italiano não pára de falar, e isso não é lenda. Agora, nos tempos modernos, a frase é: italiano não para de falar no celular. É só olhar pra alguma calçada e ver um italiano tagarelando no aparelho sem parar, em geral brigando com a pessoa do outro lado da linha. É sério.

Chegamos em Berlim

Na verdade estamos aqui há 3 dias, mas ainda estamos bem desconectados do mundo virtual.

Mas hoje finalente consegui dar uma passada na internet e atualizar um pouco nossas registros de viagem.

Portanto, cá embaixo já temos novas histórias de viagem, e no flickr temos novas fotos.

Ainda falta muita coisa boa pra escrever e mostrar, aguardemmmmmm....

Dia 8 - Riga - cidade nova


No final do último dia, fizemos o que devíamos ter feito mais vezes: andar pela cidade nova, a nova Riga. Ali, longe dos paralelepípedos e ruas estreitas, nasce uma charmosíssima cidade européia, com lojas legais, jovens nas ruas e uma pulsação de cidade legal.

Passamos uma noite ótima caminhando por ali. Novamente fica a dica que vale pra qualquer cidade: se você quer conhecê-la, saia do centro turístico e fuja dos turistas. Vale a pena, sempre.

Dia 8 - Jürmala - Cabo Frio da Letônia

No terceiro e último dia na Letônia, resolvemos sair da cidadezinha histórica (cidadezinhas históricas são feitas pra visitas rápidas) e, mais, sair de Riga.





Pegamos um trem na estação central e meia hora depois, estávamos em Jürmala, região litorânea. Jürmala é uma espécie de Cabo Frio da região, que no verão costuma ser invadida por hordas de mineiros, digo, de Russos farofeiros, que saem das suas roças para passar uns dias no mar báltico curtindo um samba e fazendo um churrasquinho na beira da praia.

Estamos no outono, e o verão já acabou faz tempo. Por conta disso, Jürmala era basicamente uma cidade fantasma. Ninguém na rua, lojas fechadas, casas trancadas, e a praia vazia.



O vento frio e o mar gelado daquele lhes dava razão. Irene, toda coberta de roupas, nem chegou a ver o mar. Dormiu. Mas para nós, a própria viagem já vale mais a pena do que o destino. Portanto, adoramos Jürmala.

Riga - Cidade velha


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Vamos começar do começo, pois esse blog também é cultura: Riga é a capital da Letônia, ou Látvia, que por sua vez é um pequeno país de 3 milhões de habitantes banhado ao oeste pelo gelado Mar Báltico, o mesmo que do outro lado banha a Suécia. Até o início dos anos 90 a Letônia fez parte da famosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou União Soviética, para os íntimos. Em virtude dessa longa ligação com Moscou, quase um terço da população do país tem origem russa.

Apesar de serem capitalistas há muito pouco tempo, a Letônia faz parte do grupo de países que em 2004 ingressou na União Européia, o que provavelmente deverá ajudar bastante a vida deles.

Riga é uma cidade média, de 700 mil habitantes, mas, como toda cidade européia que se preze, tem tradição à beça. A sua chamada "cidade velha", ou o centro histórico, é patrimônio da humanidade por ter uma arquitetura única.



E foi bem nesse centro velho que ficamos hospedados, num hotel bacaninha, o Konventa Seta, que por si só já era uma atração turística.

Fazia frio, até mais que na Suécia. 5 graus mais ou menos todo dia, Sem o vento de Estocolmo, mas com uma umidade de chuva que incomodava. Poucos dias depois que saímos, nevou.

Nos 2 primeiros dias ficamos fazendo um pouco de turismo tradicional, caminhando pelos paralelepípedos procurando igrejas antigas e velhas praças. Já disse o que penso sobre paralelepípedos de cidades históricas, mas Riga, como é muito longe, a gente trata como café com leite. Poucos turistas na rua, e muitas, muitas velhinhas, daquelas típicas velhinhas russas de cara de mau humor.

De tempos em tempos, paradas aleatórias para tomar cervejinha, trocar fralda, dar papinha e comer pratos como "Galas bumbinas Latgalu Gadme", ou "Cepta vai tvaiceta lasa fileja". Tudo muito bom, diga-se de passagem.

Enfim, a Riga é um lugar legal. Se por um acaso um vôo barato pra lá aparecer na frente de vocês, podem pegar sem medo e passar uns dias.

Dias 6 e 7 - Letônia


Depois de 3 dias curtíssimos pela impressionante Suécia, acordamos cedo de novo pra levantar acampamento e seguirmos para o nosso próximo destino: Riga, capital da Letônia.

Letônia? Como assim? Por que ir pra Letônia e não pra França, ou Inglaterra, ou outro lugar mais popular da Europa?

Simples. Tudo por causa da Ryan Air, uma companhia aérea irlandesa que oferece vôos absurdamente baratos em promoções relâmpago.

Quando eu digo "absurdamente barato" eu não estou exagerando, porque as passagens de adulto de todos os nossos vôos custaram simplesmente 4 EUROS, ou seja, 10 REAIS! Pelo fato de estarmos com a Irene, acabamos pagando um pouco mais, por coisas como bagagens extras, mas juramos pra vocês que tudo é muito barato mesmo.

Difícil até entender como eles ganham dinheiro cobrando preços assim, mas o fato é que nós estamos indo para onde as passagens baratas nos levaram.

Recomendo a todos que um dia vierem pela europa fazerem um rolê assim. Para os que não tem filhos, melhor ainda. Só lembrem de comprar as passagens com muuuuita antecedência, pois essa mamata só rola meses antes.

12.10.09

Fotos

Ta sentindo falta de fotos da nossa viagem?
Bem, sem um computador na mao fica um pouco complicado lidar com a quantidade de fotos que estamos tirando. Inclusive ficamos atrasados em escrever nosso diario.
Na semana que vem, quando estivermos de volta a Alemanha, tudo vai ser organizado, ok?

Mas por enquanto, deixo links onde ja colocamos alguns aperitivos:

As fotos da Irene: http://www.flickr.com/photos/ireneribas
E as fotos cabeca do George: http://www.flickr.com/photos/george_queiroz

Fui!

Viajando com um bebe - primeiras conclusoes

Pra quem não conhece, nossa filha, a Irene, é uma fofa. Dessas que dá risada toda hora, não reclama de nada e só chora quando tem motivo.

Assim, viajar com a Irene é ótimo. Em qualquer lugar que paramos, seja num aeroporto, num restaurante, num bar, no metrô, ela logo abre um sorrisão pra todo mundo que ela vê. Amizades assim ela já fez centenas nessa viagem.

Mas dá trabalho andar com bebê pra lá e pra cá o dia todo?

Lógico! Mas nada tão maior do que temos no Brasil. Ficamos bem cansados no fim do dia de andanças, mas sempre na boa...

Dá pra visitar muitos lugares?

Dá. Andando com o carrinho, o que ela faz é nos acompanhar, dormindo e acordando. Só temos que ficar atento aos horários das refeições e lanches, o que nos obriga a fazer pausas em restaurantes e cafés, o que é ótimo de qualquer jeito.

Tirando os paralelepípedos dos centros históricos, andar de carrinho de bebê no primeiro mundo é uma maravilha. As calçadas não são esburacadas, as guias são rebaixadas em praticamente todos os cruzamentos e os motoristas de carro, civilizadíssimos, param ao menor sinal de que você vai atravessar a rua. Até andar de ônibus é fácil, posto que a entrada deles é no mesmo nível da calçada. Dessa parte não temos nenhuma saudade do Brasil, infelizmente.

Mas o frio?

Como dizem por todo o mundo: não existe frio, só existe roupa errada.
Aqui a Irene ganhou um belo reforço de peças locais adequadas. Desde uma espécia de saco de dormir feito pra carrinhos até roupas de frio que parecem roupa de astronauta, Irene está cada dia melhor preperada. Não se preocupem, ela estÁ bem quentinha com a gente.

Dia 5 - Em casa de Estocolmense....


Pra você conhecer uma cidade de verdade, melhor do que visitar museus e monumentos, ou comer em restaurantes famosos, é você ter amizade com um morador do lugar.

No nosso último dia na Suécia (We'll be back!), o que melhor fizemos foi visitar a casa do Erik Gandini, amigo de longa data da Carol de festivais em São Paulo.

O Erik, pra quem não conhece, é um puta documentarista, co-responsável por 2 pequenas obras primas do gênero: "Sacrifício - Quem traiu Che Guevara" e "Surplus". Ele inclusive está lançando um filme novo, "Videocracy", que inclusive deve passar na Mostra de SP esse mês. Não vi mas já recomendo.

Passamos um pouco da noite de ontem na sua casa, junto com seus 3 filhos, comendo, bebendo e dando risada.

Conclusão final: Estocolmo é ducaralho.

Blog errado

Um probleminha técnico tem feito os últimos posts caírem no lugar errado. Assim que consertarmos o problema, voltaremos à nossa programação normal.

9.10.09

Eh a Inhame


njkftrrrrrrr d btbtbtbtbt tyh 7 vj g f gtd vb m

Eh a EsCarola 2

O George exagera as vezes... a gente gosta de centro historico sim, por exemplo, o de Praga eh do caralho, e quem for no post do George falando de la vai ver que ele gosta de centro historico sim senhor, mas eh que nesta viagem esta tudo diferente, nosso pique esta diferente, mesmo porque a cada 3 horas paramos em algum lugar para a Irene comer...

E a atencao... vc nao consegue prestar atencao em muita coisa, nao da pra se concentrar muito, entao o mais bacana eh o contexto, o geral, claro que as especificidades sao super interessantes, mas o conjunto eh mais importante.

A gente vai se revezando e curtindo a viagem e a Irene, e curtindo a Irene na viagem e tentando fazer com que ela curta a viagem tambem - e acho que estamos conseguindo fazer tudo isso.

Dias 4 e 5 - Estocolmo velha

Pra gente, centros historicos nao sao la a coisa mais emocionante do mundo. Palacios velhos onde a gente nao pode entrar, igrejas velhas iguais a todas as outras, hordas de turistas, lojinhas de souvenires ridiculos, restaurantes e bares caros, nada disso nos apetece.

Aqui o centro historico e chiquerrimo, naquele estilo de filme antigo, coisa e tal. Mas alem de tudo isso que a gente falou, notamos uma coisa nova para desgostar: paralelepipedos.

Todo centro historico tem paralelepipedos, e andar de carrinho de bebe em ruas assim eh um saco.

Poxa, os nossos antepassados nao tiveram carrinhos de bebe?

8.10.09

Eh a esCarola

Eu nao lembro a minha senha do blogger, entao tenho que escrever como abobrinha...

A Irene tem se comportado super bem na viagem, nossa adaptacao ao fuso horario foi bem legal, funcionou, mas o que ajuda bastante eh o fato de que estamos andando de carrinho o tempo todo, entao o chacoalhar faz ela se acalmar e ateh dormir bastante.

Fico um pouco com pena da gente nao parar num parque pra ela brincar um pouco, mas eh que com tanto vento frio fica dificil.

Ontem a noite ela foi a atracao do bar que paramos pro happy hour. Os vizinhos de mesa ficaram brincado com ela, e a mae ficou enchendo o saco dos filhos (que deviam ter a nossa idade) para dar um netinho pra ela...

Mas ela adorou o pub... esta seguindo os passos dos pais, heheheheheh.

No mais acho que ela esta se divertindo bastante.

Essa manha, ela parou de mamar, ficou olhando pra mim, pro George, pra mim, pro George, e abriu um sorrisao e voltou a mamar... linda demais!!!

Dia 3 - Estocolmo, Suecia

O aviao era as 8 horas.
As 6 e 30 tinhamos que estar no aeroporto.
Para isso, tinhamos que acordar Irene, desmontar o bercinho, e levar tudo ao metro e ao onibus.
Sono? Esquece.

Pouco depois desembarcamos no aeroporto a 1h20 de Estocolmo. Fomos recebidos pelo que eles tem de mais tipico: o vento frio.

E inicio de outono, as folhinhas caem na rua igual nos filmes, e ate tem um solzinho lindo rolando. Mas o vento frio bate na sua cara como um tapa. Mas e a Irene???

Simples, improvisamos o nosso "Irenemovel" com a capa de chuva do carrinho, e ela ficou protegida do vento.

Mas e Estocolmo?

Impressionante. Cidade fantastica. Tem uma parte historica que ainda nao fomos conhecer, mas a parte nova da cidade tem uma beleza de arquitetura impressionante. Aqui e a terra do design, dos designers. As lojas sao maravilhosamente bem decoradas, os bares, as empresas, as casas, e as pessoas se vestem como numa revista de moda. Ah, e ate agora estamos sendo muito bem tratados por qualquer um que conversamos.

Da vontade de ficar.

Assim que conseguirmos um computador com entradinha pra nossa camera, mostramos pra voces.

Vamos caminhar mais, por que e o melhor que fazemos. Fui!

Dia 2 - Berlim

(post sem acentos, sorry)
Entendendo nossa viagem:
A grande desculpa para irmos e o nascimento da Hannah, filha da Camilla (irma da Carol) e do Dirk, que provavelmente chegara ao mundo pelo meio do mes.

A nossa primeira passagem por Berlim e somente um pit stop para deixarmos os presentes, nos revermos e partirmos para uma "viagem dentro da viagem". Complicado, ne?

Enfim, o fato eh que somente tinhamos um dia na cidade antes de sair por outros lugares, e voltar mais tarde. E nesse dia nos separamos.

As mulheres adultas, Camilla, Carol e Margot (mae das duas, que tambem esta na cidade pra conhecer a neta) foram para a Ikea comprar coisas de crianca. A Ikea, pra quem nao sabe, e a mistura da Tok & Stok com a lojinha de 1.99 da esquina da sua casa: lindas moveis e coisas de casa por precos absurdamente baratos. Programa de mulher.

Eu e a Irene fomos fazer um programa mais "macho": fomos a 2 lojas de produtos eletronicos para pesquisar uma maquina fotografica pro papai aqui. Voces perceberao futuramente que as fotos que vamos postar por aqui vao estar cada vez mais bonitas: agora temos uma camera de gente grande. Assim que eu entender o manual em alemao, claro.

2 dias na cidade, e malas prontas de novo para o aeroporto.
Proxima parada: Estocolmo, Suecia.

6.10.09

Questão de ordem

Na nossa primeira viagem, em 2004, tudo o que tínhamos de modernidade era o blog. Na segunda, havia o blog, mas também havia o YouTube, e uns sites de postar álbuns de foto, como o Yahoo!Fotos.

Nessa viagem, em 2009, a modernidade é até demais. Ainda há o blog, ainda há o youtube, mas também há o twitter, o facebook, o flickr. Haja rede social...

Na medida do possível, vamos tentar atualizar tudo. Na página do blog dá pra ver, à esquerda, um pouco do twitter e do flickr.

Mas o pior é que agora temos a Irene, ou seja, nosso tempo pra bundar na internet é muito menor. Mas sei lá... acompanhem-nos como quiserem.

Vou dormir que amanhã já temos um vôo pra pegar.

Irene's on a plane!


(ou como é levar um bebê de 7 meses pra uma viagem de 12 horas de avião)

Levar um bebê pra viajar na Europa pode ser difícil. Sei lá, vamos saber esse mês. Mas a preocupação mesmo estava na viagem de avião.

Bem, conseguimos.

E por incrível que pareça, não é tão difícil quanto pode parecer.

Primeiro, por que preparamos a Irene pra isso.

Passamos a semana passada toda ajustando o fuso horário dela. A cada dia acordávamos um pouquinho mais cedo. Ao final, estávamos dormindo às 9h30 e acordando às 5 da manhã, mas tudo bem. Melhor passar o cão da mudança de fuso horário antes do que durante a viagem, certo?

O nosso vôo era no fim da tarde, e isso foi perfeito. 18h no Brasil era 23 horas na alemanha, e Irene dormiu de vez logo no início do vôo. Das 10 horas de vôo, acho que ela dormiu 8.

Viajar com bebê nos garante uma regalia básica. Ao pedirmos na companhia o bercinho que eles têm disponível, somos colocados na primeira fileira do avião. Resultado: apesar de estarmos na classe econômica, tivemos o ótimo direito de esticar os pés. Uhuu!

Mas o problema é o bercinho. Talvez querendo acostumar o bebê à falta de espaço nos aviões, a "caixinha" que eles dão é absolutamente apertada, fazendo com que o bebê não consiga se mexer. Resultado: inevitavelmente a criança acorda de vez em quando quando tenta se mexer.

Além disso, nos momentos de turbulência, somos obrigados a tirar o bebê de lá para ficar segurando ele. Mais uma acordadinha.

Como a Irene é um amor de pessoa, dorme bem pra dedéu, e foi preparada pra gente pra ter sono durante a viagem, nada disso a impediu de voltar a dormir rapidamente. Quem não dormiu foi a gente, tendo que ficar de vigília pra esses pequenos momentos. Nem deu pra assistir filminho...

A preocupação comum é com aquela tapada nos ouvidos que rola na decolagem e no pouco, que incomoda até os adultos. Resolve-se isso muito facilmente, dando mamadeira ou amamentando o bebê justamente nesses momentos. Com a gente funcionou perfeitamente.

Mas tudo bem, chegamos bem, e o primeiro dia é só pra descansar mesmo.
E cá estamos, George, Carol e Irene em Berlim, felizes que só.

4.10.09

Escarola, abobrinha e Irene


Outubro de 2009.
3 anos desde a nossa última viagem maluca, aquela volta ao mundo que virou meia volta.

Hoje voltamos pra essa pagininha para o começo de mais uma temporada de correrias por lugares que não conhecemos. Não vamos pra tão longe quanto da outra vez, mas vamos dar uns rolês interessantes.

Era pra ser tudo igual, mas dessa vez um pequeno detalhe vai mudar tudo:
Irene, nossa filhinha de quase 8 meses, está com a gente nessa viagem.

Como será viajar pela zoropa levando um bebê?

Não sabemos. Mas a partir de amanhã começaremos a ter uma idéia.

Beijos e até logo.

28.10.06

Festa de volta

- Voces chegaram!
- Bem, ja estamos ha uma semana em Sao Paulo. E esta otimo.
- E nem fizeram uma festinha de chegada?
- Vamos fazer - no proximo feriado.
- E quando e o proximo feriado?
- Dia 2 de novembro
- No dia de finados?
- Isso.
- Voces vão fazer uma festa no dia de finados??????
- Claro! Não estamos voltando do Mexico?
- E dai?
- O dia de finados e o DIA DE LOS MUERTOS, e festa la no Mexico!
- Serio?
- Sim. Vamos encher a casa de caveirinhas e bandeirolas mexicanas e vamos preparar um monte de comida mexicana, com os ingredientes que trouxemos direto de la, e tomar um monte de tequila e mezcal.
- Nossa, que medo.
- Bem, aguarde e confie.

(Amigos que nao receberam nosso e-mail, procurem-nos pra saber tudo direitinho)

22.10.06

Sao Paulo, 22 de outubro de 2006

Chegamos!
Depois de passar a noite de sexta no aviao vendo um monte de filmes americanos horriveis, chegamos em Sao Paulo.

Desempacotamos os nossos 57 quilos de bagagem(!) , boa parte composta de latas, garrafas e sacos de comida e bebida mexicana. - aguardem a festa!
Almocamos um belo rango preparado pela Carol, a outra Carol, a que ficou aqui na nossa casa no tempo que viajamos.
Tomamos caipirinha.
Vi na internet que o Galo ganhou mais uma e segue lider.
Vimos o brilhante documentario do grande cineasta alemao Dirk Boll
Encontramos alguns amigos e jantamos.
Dormimos na NOSSA CAMA. Ate o meio dia.

Agora, domingao de sol, peguei meu laptop, liguei a TV e estamos curtindo um fim de tarde totalmente preguicoso.


A viagem acabou. Nossa velha vida esta de volta, que bom.

19.10.06

Sao Paulo, o melhor lugar do mundo

De fato, parece mesmo que Sao Paulo is the place to be. Neste fim de mes a cidade estara cool como nenhuma outra cidade. Ao mesmo tempo, rola a Mostra de cinema, a Bienal de artes, Tim Festival com Daft Punk, TV On the Radio, Herbie Hancock e outros. No inicio do mes, o Nokia Trends vem com show do Hot Hot Heat, talvez a minha banda de rock favorita de um ano pra ca.
. Os mudernetes nao podem reclamar da cidade nos proximos dias.

Mas, pra animar a festa, so falta a gente mesmo. Neste sabado chegamos e ja vamos direto para o grande evento do fim de semana (olha o jaba ai gente!):

A grande premiere mundial de Dancefloor Caballeros, a obra prima do grande cineasta alemao Dirk Boll (que por acaso e cunhado da Carol), produzida pela brasileira Camilla Ribas (que por acaso e a irma da Carol). Gravado em Cuba, o documentario mostra a saga de DJs cubanos tentando levar a musica eletronica pela ilha afora.

"Genial! Espetacular! O melhor documentario sobre DJs cubanos de todos os tempos"
George Queiroz, blog Escarola e Abobrinha


A estreia e no sabado, as 18:30, na Cinemateca. Mas tambem outras sessoes vao rolar - no domingo, no Espaco Unibanco, e no dia 29, na outra semana, no Shopping Frei Caneca.

Encontramos todos na sessao. Agora vamos terminar de empacotar as malas e sair pra nossa despedida. Fuiiiii.

18.10.06

25 coisas que valeram a pena na viagem

Saimos para dar a volta ao mundo e paramos na metade. Alias, fizemos so 1/3 da viagem programada. Perdemos um monte de dinheiro. Choramos nos aeroportos. Pegamos um monte de chuva em tudo quanto eh cidade. Fomos pra cidades erradas.

Quem ve os fatos imagina que nossa viagem foi so fracasso.

Mas longe disso. Foi ducaralho. Por mais que as coisas saissem errado, a gente sempre dava um jeito de ficar bem. E ficamos.

No melhor estilo "Alta Fidelidade", fizemos uma lista, sem ordem de importancia, das melhores coisas da viagem

1. Ter anfitrioes em todo o mundo. Gilberto e Marcela na Cidade do Mexico, Ivan e Cecilia em Guadalajara, Rodrigo Solis em Guanajuato, Gaba em Los Angeles, Helo e Gaio em Corona, Akiko e Ishi em Toquio, Deinha e Benoit em Kyoto, Ana e Rodrigo em Nova Iorque. Gente que mora longe pra burro e nos recebeu sempre da melhor maneira possivel, cedeu suas salas, escritorios, quartos de hospede, o que tinha, pra gente dormir, nos levou pra conhecer outras pessoas. Nao foi uma viagem de turismo, foi uma viagem pra visitar os amigos. E isso foi muito foda, mesmo.

2. Luta-Livre no Mexico.
Milhares de pessoas vendo aquela coisa tosca coreografada, que todo mundo sabe que eh mentira. Senhoras, criancas, familias na plateia, gritando como loucos. Personagens canastroes, figurinos absurdos. E a gente la, gritando junto e se divertindo como se estivessemos em jogo de copa do mundo.

3. Metro da Cidade do Mexico.
Numa cidade de terceiro mundo, 11 linhas que te levam pra cidade inteira e que custa o equivalente a 50 centavos de real. Deu inveja.

4. Tacos na saida do metro.
Tem uma estacao, que nao me lembra o nome, que saimos por acaso e logo demos de cara com um ambulante vendendo tacos. Bem tosco mesmo. Nao sei como, mas foi um dos melhores rangos que fizemos na viagem.

5. Teotihuacan.
Subir uma piramide enorme, a terceira maior do mundo. Descer, andar um monte e subir outra quase do mesmo tamanho. Cansamos? Vish... Turismo do mais besta, mas que a tal cidade devia ser linda, ah devia...

6. Cantor de Opera de Guadalajara. Quatro amigos entram num bar pra tomar um porre homerico de tequila. Eis que surge um cantor de opera e comeca a fazer versoes de classicos mexicanos no gogo. A tequila bateu na hora...

7. Escondido Place.
Cansados da viagem, compramos uma garrafa de mescal e fomos passar uma tarde numas aguas termais, em plena quarta-feira de Guanajuato. Que tal?

8. Corundas de Guanajuato. Chegando na cidade, Ivan nos levou num restaurante absolutamente insuspeito para comer a melhor comida de toda a viagem: corundas. Nao sabem o que eh? Nao tem como explicar, guey...

9. Mescal de Guanajuato. Sabe o mescal que tomamos em Escondido Place? Foi comprado no meio da estrada, de um velhinho que coloca o mescal, artesanal, numa garrafa reciclada e tampa com plastico e gominha. O nectar, o nectar...

10. La Dama de Las Camelias. Guanajuato nao dorme. Isso porque toda madrugada, depois que todos os bares da cidade fecham, o La Dama De Las Camelias segue aberto, tocando salsa da melhor qualidade ate de manha.

11. Mojitos em Malibu. Parar na praia, comer uns camaroezinhos, tomar um mojito... em Malibu? Sem comentarios...

12. Karaoke em Shinjuku. Japao, Toquio, noite, predios enormes, neon, leds, luz, luz, luz... e a gente la!

13. Privada eletronica. Por 3 mil dolares, voce pode comprar no Japao uma privada que faz barulhinho de xixi pra te ajudar, e que tem um botaozinho que aciona um jato de agua morna direto no seu popo. A eletronica japonesa eh sensacional.

14. Akihabara. Sabe a Fnac? Seria um mercadinho humilde em Akihabara. Sabe a Santa Ifigenia em Sao Paulo? Quando ela crescer, e crescer muito, vai ser unha de pe do que eh Akihabara, ou Eletric City. Conhecer o maior bairro de equipamentos eletronicos do mundo deixa qualquer um de boca caida.

15. Sabado em Ginza. Sabe a Times Square de Nova Iorque? Bobagem. As lojas bacanas, gente bacana, propagandas bacanas estao mesmo em Ginza, uma avenida de Toquio que ainda faz o favor de ficar fechada aos sabados, so para a gente caminhar, comprar e apreciar a vista.

16. Bicicletas em Kyoto. Que os japoneses eram honestos a gente sabia. Mas chegar numa cidade onde ninguem sequer prende suas bicicletas quando as deixa na rua foi de mais.

17. Fat Cat de Nova Iorque. Ir pra Nova Iorque, encontrar nossos grandes amigos, jogar sinuca e ping pong, tomar otimos chopps europeus e ouvir jazz do bom. Tudo no mesmo lugar. Que tal?

18. Netflix. Que tal ter uma caixa de correio cheia de DVDs ao inves de contas para pagar? Essa eh a vida dos espertos que assinam o netflix. Inveja.

19. Margaritas no Queens.
No bairro que os Nova Iorquinos nao vao, achamos por um acaso um lugar que vendia margaritas por preco de banana. Margaritas baratas e amigos, otima mistura.

20. Bar da Adriana. A Dri deu um cha de sumico quando a gente estava la, mas antes disso fomos no bar que ela trabalhava e passamos uma bela noite conversando com gringos e tomando chope. Aparece dri!

21. Tlacotalpan. Sul do mexico, 15 mil habitantes. Casinhas coloridas, e um clima maravilhoso.

22. San Cristobal de Las Casas. Outro pueblito mais do que simpatico, de casas simpaticas, ruas simpaticas e gente simpatica.

23. Zipolite. Por fim, uma prainha maravilhosa e tranquila! Uma pousadinha na beira da praia, linda e barata!

24. Selos do Chapolin Colorado. Alguns de nossos familiares tiveram essa sorte: receber cartoes postais com o fantastico selo em homenagem ao Chapolin Colorado e aos idolos da TV mexicana! Nao contavam com nossa astucia!

25. Voltar pra casa depois de aprontar altas confusoes.

Cidade do Mexico, 18 de outubro de 2006

Voltar a Cidade do Mexico eh uma especie de "nao-turismo" - nao temos mais monumentos para visitar, e ja conhecemos o basico da cidade. Entao nos dedicamos outros tipos de programas.

Primeiro, amigos. Gil nao esta, mas a Marcela nos levou ontem a uma especie de festa na casa de um artista, Arcangel Constantini. Festa de artista, cheia de artistas. No quarto havia uma obra "interativa" e "multimidia", no teto houve uma performance de musica eletroacustica. Coooool.

Bem, o legal foi reencontrar amigos da Marcela e do Gil que encontramos na nossa primeira passagem por aqui, e conversar ja nao mais como estranhos.

Hoje caminhamos pelo centro gastando nossos ultimos pesos comprando pirataria e bobaginhas de camelo. Imaginem que ha aqui uma regiao de "comercio informal" que eh MUITO MAIOR do que a 25 de Marco.

Bem, daqui a pouco ja temos outra festa. Dificil essa vida de nao-turista...

17.10.06

Raios comicos

A Camilla nos disse que recebeu um e-mail falando que as 5:17 da tarde uma chuva de raios cosmicos ia passar pela terra e que teriamos que ir ao ar livre e pensar boas coisas e passar boas vibracoes para a humanidade.
A Marcela tambem recebeu aqui no Mexico um e-mail falando a mesma coisa.

Como nao acreditamos em nada que vemos na internet, subimos ao teto do predio para conferir.
Eis que vemos o inacreditavel.



E voces, pensaram em boas coisas?

Cidade do Mexico, 17 de outubro de 2006

Chegamos.

Viajamos de madrugada e nao vimos nenhuma guerrilha. Uff...

A subida da serra, cheia de curvas (lembrem-se que a Cidade do Mexico esta a mais de 2000m de altitude, e estavamos na praia), fez a Carol passar um pouco mal, mas agora esta tudo bem.

A viagem que tinha previsao de durar 11 horas durou quase 14, fora o atraso inicial de 1 hora para sair.

Mas chegamos. E na sexta-feira pegamos o voo de volta para o Brasil.

A ultima parada, aqui na Cidade do Mexico, eh perfeita para nos reacostumarmos com Sao Paulo - aqui ja aproveitamos pra matar a saudade da poluicao, dos engarrafamentos, dos ambulantes vendendo pirataria e de todo o caos urbano de terceiro mundo.

E por falar em saudade... ontem, de brincadeira, eu e a Carol pegamos nosso caderninho e fizemos as nossas listas de coisas que temos saudade do Brasil. Transcrevo as duas para este blog.


LISTA DAS COISAS QUE A CAROL TEM SAUDADE
- Dormir na minha cama
- Tomar banho no meu banheiro
- Cozinhar na minha cozinha
- Meu computador!!!
- Comer fora no terraco
- Visitar minha irma
- Ver TV e DVD
- Ir ao cinema
- Pegar roupas do cabide e da gaveta
- Ver os amigos
- Tomar caipirinha, que nao aguento mais tomar cerveja
- Poluicao!! ehehe... quer dizer, SP!!
- Churrasco de domingo na casa dos paps

LISTA DAS COISAS QUE O GEORGE TEM SAUDADE
- Meu laptop. Ou qualquer computador que funcione e que nao seja de internet cafe.
- Bit torrent, limewire e todas as piratarias da internet
- Esquina Grill do Fuad, Choperia Liberdade, Ibotirama, BH Lanches, Real, Charm,
City Butanta, Antonius, Bolao e todo e qualquer buteco copo sujo.
- Feijao, muito feijao, por cima do arroz ( o pessoal aqui miguela muito no feijao)
- Nossa cama e nossos travesseiros
- Filmagem. Acordar 5:30 da manha e ficar o dia inteiro estressado numa filmagem cheia de cenas.
- Quicktimes de internet
- Final Cut e After FX (nao esta muito nerd essa lista nao?)
- A vista da nossa varanda
- O som disco music da nossa campainha
- Passa-rapido da reboucas
- Mamae, papai e minhas irmas
- Belo Horizonte
- Jogo do Galo.

16.10.06

Puerto Escondido, 16 de outubro de 2006

Que tal um pouquinho de emocao no final do filme?

Pois pra quem pensava que a viagem ja tinha acabado, reservamos uma pimentinha para o final.

Ja ouviram falar das revoltas de Oaxaca?

Bem, Oaxaca e o estado em que estamos agora. Estamos em Puerto Escondido, uma pequena cidade praiana ocupada por surfistas gringos. Aqui esta tudo calmo, mas o mesmo nao se pode dizer da capital do estado, que tambem se chama Oaxaca.

Ha quase 5 meses, uma greve de professores ganhou proporcoes de revolta popular. Batendo de frente com o intransigente governo direitista, as manifestacoes ganharam o apoio da populacao. A intransigencia virou repressao, e as passeatas comecaram a ser fortemente reprimidas pela policia. A partir dai, o levante popular passou a negar a autoridade do governador, e a cidade se transformou em uma especie de terra de ninguem, cenario de bang bang.

A questao esta quente como salsa mexicana, e recentemente o problema chegou nas estradas, com manifestantes tomando os acessos ao estado.

E a gente com isso?

Bem, fortemente desrecomendados por todos os locais a nao visistar a cidade de Oaxaca (que eh uma cidade colonial bem charmosa), seguimos pelo litoral. Hoje iriamos comprar uma passagem para Acapulco, velha e conhecida praia farofeira, nosso ultimo destino antes de voltar a capital. Mas fomos impedidos.

Impedidos?

Sim. A rodovia que da acesso a Acapulco neste momento esta com o transito impedido pelos manifestantes, e a companhia de onibus nao estava vendendo passagens para la.

A unica solucao foi comprar uma passagem de volta a capital, Cidade do Mexico, numa viagem antecipada que vai durar 12 horas e supostamente utilizara as rodovias privatizadas e (supostamente) sem manifestantes.

Bem, daqui a pouco saimos. Desejem-nos sorte pela nossa fuga do estado de Oaxaca.

12.10.06

Queda de audiencia

No Brasil, Lula e Alckmin deixam as delicadezas de lado na disputa do segundo turno. Nos Estados Unidos, um teco-teco bate num predio e todo mundo fica lembrando de 11 de setembro. Na Coreia do Norte explodem bombas nucleares. O Google compra o Youtube. No futebol, o meu querido Galo eh lider da segundona, campeonato para onde o Corinthians periga ir no ano que vem.

Eh, a nossa volta ao mundo zicou (mandem reclamacoes para a Varig), mas o mundo continua dando voltas. E com tanta coisa acontecendo, nossa mini-viagem fica naturalmente chata para os leitores. Pra quem esperava ver a cada semana noticias e fotos de um pais diferente, o tedio toma conta. Cade o Vietnam, o Camboja, a Turquia, os Emirados Arabes? Voces nao vao sair do Mexico nao?

Nao eh por acaso que a audiencia deste blog caiu pela metade, e so nao fica no zero porque nossos familiares ainda nos tem apreco.

Bem, a viagem ja esta quase no fim. Daqui a 9 dias ja estaremos no Brasil, e entao tudo muda pra melhor: o virtual vira real, e no tete-a-tete a gente conta tudo com muito mais emocao.

Mas enquanto a volta nao chega, seguimos tranquilos pela praia. E bom feriado a todos.

11.10.06

Paraiso


Ah, que delicia!!! Estou tao feliz!!! Na verdade esse lugar eh daqueles pra passar um bom tempo, eh uma pena que falta tao pouco tempo para voltarmos ao Brasil...

A nossa pousada fica na pontinha da praia, no canto mais charmoso, alias. Estava la ate agora, com a praia so para mim, nadando numa agua transparente...

Na verdade algumas pessoas passaram por ali. O casal de alemaes, que dividiu o taxi com a gente, e um casal de naturistas. Mas todos me deixaram em paz muito rapidamente.

Tanto a nossa quanto as outras pousadinhas da praia sao super simples. O banheiro, por exemplo, eh coletivo, a cama esta coberta por um mosquiteiro, a janela nao tem vidros, mas temos duas redes na nossa varanda da nossa cabana que fica a uns 20 metros da praia. Tudo isso por menos de 15 dolares por dia!!!

Agora vou tentar arrastar o George do computador, que ele ja esta aqui ha 3 horas, pra gente curtir a praia juntos.

Zipolite, 11 de outubro de 2006


Estado de Oaxaca. Passamos a noite no busao, e depois de 10 horas de viagem chegamos a Pochutla, cidade que fica a meia hora do litoral.

Dividimos um taxi com uns alemaes, e chegamos a Zipolite, uma vila de pescadores, com 800 habitantes, que abriga uma praia de 2,5 km absolutamente maravilhosa, e cheia de pousadas e hoteis charmosos e baratos.

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Quase um mes depois de quase ter chegado aos paraisos do sudeste asiatico, finalmente chegamos a uma prainha lindinha, com agua azul, terrinha bonita, charmosa e tudo mais, onde podemos passar uns dias tranquilos.

Como em toda nossa viagem, tudo vem com um porem: chegamos na cidade junto com uma chuvinha, mas que agora ja acabou.

Estamos num hotelzinho sensacional, todo criativo, a 30 metros da praia, e ja agendamos um passeiao de barco com direito a uns mergulhos bem interessantes.



Este eh o nosso quarto, e a vista do nosso quarto. Que tal?

10.10.06

Tuxtla Gutierrez, 10 de Outubro de 2006


Palenque para San Cristobal
Ontem, saímos de Palenque logo cedo. Pegamos mais um onibus e chegamos em San Cristobal de Las Casas(foto acima), a 200 km de estrada. Como as condicoes da estrada estavam pessimas, a viagem durou quase 5 horas.

Mas tudo bem. Passamos uma tarde agradabilissima em San Cristobal, uma cidadezinha antiga e muuuuuuito charmosa. Comemos bem, caminhamos bem, vimos casinhas bonitas, e de noite pegamos outro onibus para a Tuxtla Gutierrez, a capital de Chiapas.

Tuxtla e Chiapa del Corzo
Tuxlta Gutierrez nao tem nada demais. Mas a pouquissimos quilometros dali, em Chiapa de Corzo, esta o Canon del Sumidero, um pedaco de rio com uns "canyons" impressionantes. Ja no dia seguinte - hoje - pegamos o barquinho e fizemos o passeio mais do que turistico, mas obrigatorio, pelo rio. Demos sorte e vimos uns crocodilos na beira do rio Grijalva, foi legal.

No passeio, fizemos amizade de ocasiao com uma delegacao de turistas - 2 espanhois, 1 mexicano, 1 hungara e 1 italiano. Cada um vem de um lugar, e seguem para outros, e com eles passamos a tarde e este inicio de noite, tomando cerveja e conversando. Ah, eles tem um Lonely Planet novinho e ja fizemos um monte de consultas!!!!
Nao estou conseguindo colocar fotos computadores que arrumamos por aqui. Perdoes pelo blog ficar assim, meio chato. Prometo tentar sempre....

Atualizacao: nao mais... :-)

8.10.06

Palenque, 08 de outubro de 2006


Estado de Chiapas, sul do Mexico. Enquanto o subcomandante Marcos e seu Exercito Zapatista continuam em algum lugar da Sierra Madre na guerrilha pela "libertacao nacional", Escarola e Abobrinha pararam em Palenque, ja quase na fronteira com a Guatemala, para desfrutar de 2 dias do mais puro turismo pequeno-burgues.

Palenque, ao contrario das ultimas cidades que visitamos, é uma cidade essencialmente turistica. E isso nos ajudou muito. Logo na primeira noite na cidade conseguimos um hotel bem limpinho pela metade do preco que pagamos em Ciudad Del Carmen. Nosso orcamento, que anda bem apertado, agradeceu.

Nos ultimos 2 dias conhecemos as 2 principais atracoes da regiao. Ontem, visitamos as ruinas de Palenque, que foi uma grande cidade do imperio Maia, que teve seu apogeo entre os seculos VI e IX d.C., ou seja, mais de 500 anos antes dos europeus chegarem na regiao.



Melhor do que aulas de spinning, melhor do que o Elys Belt, melhor do que o AB Shaper - subir as piramides mexicanas eh o must para fortalecer a musculatura da perna. Se nao fossem as cervejinhas que sempre tomamos ao fim do dia, talvez estivessemos ate magros.



Dia 2, aguas nao tao claras.

Alem das ruinas Maias, a outra coisa pra se fazer aqui eh visitar as varias cachoeiras que cercam a cidade. Por um dinheirinho, pagamos um perueiro que leva a turistada as 3 principais quedas: Misol-Ha, Aguas Azules e Aguas Claras.

Oba! Se a praia foi uma bosta, entao vamos de cachoeira! Roupinhas de banho no corpo, pegamos a van e.... pffffffff!

Como é temporada de chuvas, e ontem choveu um bocado na cidade, as cachoeiras estao transbordando, absolutamente improprias para o banho. Alem disso, a agua, longe de estar azul, ou clara, estava marrom como chocolate, trazendo todo o barro da serra. Esqueca o banho. Nos restou caminhar pelas cachoeiras de lado, imaginando como elas devem ser fantasticas fora da epoca de chuvas.

Mas tudo bem. Nao ficamos tristes. Pelo contrario, nosso humor esta otimo.

Palenque eh legal.